Transylvania

Transylvania *

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Se a melhor referência de multiculturalismo no cinema realmente for os carnavais de Tony Gatlif, tenho que assumir meu quase completo desinteresse pelo assunto. O transe de Exílios já me incomodava como exotismo gratuito, meio macumba pra turista. Mas Transylvania vai um pouco além, já que o diretor parece empurrar cada seqüência para um amontoado de imagens e situações supostamente excêntricas, festivas, talvez para celebrar o estado de espírito de personagens à deriva – nos piores momentos, deixa saudades do Kusturica. 

E pior é que o filme até começa bem, com a Asia Argento a ver navios, coração estilhaçado, solta na multidão. Depois, quando ela assume a vida cigana e encontra um par à altura, o diretor se amansa numa típica história de amor entre outsiders. Gatlif filma com o desprendimento que cobra dos personagens, mas não esconde o esquematismo que existe nessa forma declaradamente multicultural de representar o mundo. Não a comprei.