Séries americanas

Entre aspas | Chris Marker e as séries americanas

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chrismarker

“Para falar a verdade, eu já não vejo mais muitos filmes, exceto os dos amigos, ou as bizarrices que um amigo americano grava para mim no canal TCM. Há coisas demais para se ver na atualidade, nas reportagens, nos canais de música ou no insubstituível canal Animal. E minha necessidade de ficção se alimenta com o que é distante da fonte mais completa: as formidáveis séries americanas. Ali há um saber, um senso de narrativa, de economia, de elipse, uma ciência do enquadramento e da montagem, uma dramaturgia e uma atuação de atores que não possuem equivalente em lugar nenhum, sobretudo não em Hollywood.”

Chris Marker, em entrevista raríssima ao Libération, em 2003. Lembrando que hoje começa em Brasília, no CCBB, uma excelente retrospectiva com 31 filmes do cineasta – entre eles, Sem sol e O fundo do ar é vermelho, que vi e recomendo fortemente. Taí a programação completa

(E a imagem que ilustra este post, Gay Lussac, é de maio de 1968, em Paris).