Rosetta

top 100 | Os filmes da minha vida (15)

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Vamos a mais uma rodada daquele famigerado ranking de filmes? (A única resposta possível, I’m afraid, é sim). Após uma interrupção que ninguém notou, esta discreta seleção pessoal de obras cinematográficas pede licença para voltar – desta vez, com dois títulos cabulosos (como diria minha prima de 12 anos), que justificam os suspiros de ai-ai, que saudade do tempo bom que não volta mais… Snif.

072 | Rosetta | Jean-Pierre e Luc Dardenne | 1999

Não foi, infelizmente, minha primeira incursão down the Dardenneland: Rosetta foi exibido em Brasília muito depois de O Filho e de A Criança, numa mostra de cinema europeu. Sessão única. Descobrir o filme nessa condição poderia ser perigoso, já que o estilo dos cineastas me parecia familiar. Ainda assim, foi um choque: a sensação era de acompanhar o filme ao lado dos personagens – um convite à imersão que ainda me parece mais eficiente que qualquer 3D. Ao fim da sessão, uma amiga admitiu que, enfim, havia entendido o porquê do prestígio dos Dardenne: um comentário exagerado, mas não retruquei.

071 | Uma Mulher Sob Influência | A Woman Under the Influence | John Cassavetes | 1974

Assisti a todos os filmes do Cassavetes numa mesma época – talvez da maneira errada e tarde demais, eu sei -, quando eles foram lançados em DVD nos Estados Unidos. Desde que moro em Brasília (e lá se vão 20 anos), nenhum longa do diretor foi exibido numa sala de cinema daqui. Posso dizer, portanto, que a tevê salvou este cinéfilo aqui: lembro que, na terceira vez que vi Uma Mulher Sob Influência, eu usava o controle remoto para selecionar os momentos mais assustadores de Gene Rowlands, surtando gloriosamente nos cômodos de uma casinha de classe média. Desde então, espero por uma chance de vê-lo no cinema: esse filme, porém, ainda não vi.