Parque de diversão

2 ou 3 parágrafos | Zumbilândia

Postado em Atualizado em

Engraçado que, durante todo o filme, tudo o que eu consegui pensar era “isto daria um piloto de seriado até bem decente” e, um dia depois, no Wikipedia ou em algum site do gênero, descobri que, êpa!, Zumbilândia (3/5) foi mesmo imaginado como o primeiro capítulo de um programa de tevê!

Não é impressionante o meu poder de dedução? O filme de Ruben (who?) Fleischer é simplezinho e divertido como o início de, digamos, Human target: a trama apresenta quatro personagens mais ou menos carismáticos que, perdidos numa América pós-Romero, zanzam pelas highways matando zumbis famintos e grosseirões. Só isso. Mas, basicamente, a ideia funciona porque é tudo tão acelerado, tão juvenil, tão pateta e tão cheio de referências bobinhas (mas engraçadas, vai) de cultura pop que… Eu veria a segunda temporada numa boa.

A narrativa, descoladinha, organiza as situações com sacações visuais que acabam convertendo o filme numa espécie de 500 dias com ela para fãs de slasher movies (sim, a baderna nos leva a lições fofas sobre o valor da amizade — sem amigos, somos todos “zumbis”, dã). O futuro da América depende da tenacidade de um nerd paranoico, um caubói fã de Titanic, uma adolescente blasé e da pequena Miss Sunshine. E do Bill Murray. Num tipo de ponta hilariante que não encontramos nas besteiradas do Roland Emmerich.

2 ou 3 parágrafos | Tá chovendo hambúrguer 3D

Postado em

chovendo

Simpático este Tá chovendo hambúrguer (6/10). São muitas as comédias de animação que tentam equlibrar doses de doçura e loucura — e esta aqui me parece até honesta, já que a premissa (sobre o dia em que uma máquina capaz de transformar água em comida perde o controle e faz do mundo num delicioso inferno) parece tirada de um episódio endoidecido de Tiny Toons — e taí uma coisa que me deixa com saudades da infância: Tiny Toons.

Mas, cá com meus miolos… Fico com a impressão de que o deslumbramento provocado pela nova técnica 3D tende a se esgotar, talvez rapidamente. Não quero dar uma de vidente, mas isso tudo cheira ao impacto efêmero provocado por brinquedos de parque de diversão: você paga, se diverte, volta, se diverte, depois se entedia e nunca mais aparece. Será que a novidade tem gás para cumprir, a longo prazo, as altíssimas expectativas dos estúdios? Não sei, possivelmente sim, quem sabe? Só sei que todas as animações lançadas no formato se sairiam bem com o visual “tradicional” (eu mesmo estou ansioso para rever Up em DVD).

Talvez aconteça só comigo, mas, da próxima vez, estou disposto a pagar um pouco menos para assistir a animações legendadas e sem efeito 3D. Se isso é “o futuro”, serei um nostálgico.