John K. Samson

mixtape | Janeiro, from a room

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A mixtape de janeiro é um pouco diferente da de dezembro, mas não muito.

A ideia era gravar uma coletânea mais alegre e dançante, só que todos os planos tiveram que ser alterados depois que ouvi os discos da Sharon Van Etten (que está na foto acima) e do Leonard Cohen (daí o nomezinho do post, em homenagem ao homem). A mixtape, portanto, passou a ser conduzida pela sonoridade, digamos, crepuscular desses dois álbuns.

É uma das minhas mixtapes preferidas – e acho que gosto muito dela porque não foi tão simples encontrar as músicas que combinassem direitinho com a atmosfera que eu queria sugerir. Tive que me livrar de algumas boas faixas, que estão entre as minhas preferidas do mês. Na minha modestíssima opinião, o esforço de não fugir ao tema compensou: o disquinho faz sentido e conta uma história.

Aqui dentro, vocês vão ouvir músicas novas também de John K Samson, Whistle Peak, Bears, Lana Del Rey (ok, essa não é tão nova), Craig Finn, Damien Jurado e Lambchop. A lista das faixas está na caixa de comentários.

Como de costume, você pode fazer o download da mixtape ou ouvi-la aqui no blog. Recomendo a segunda opção: desconfio que o arquivo em mp3 vá desaparecer rapidamente.

Comentários serão bem recebidos. E, antes que eu esqueça, esta mixtape é dedicada ao Daniel (nada de hip-hop desta vez!) e ao Adalberto, que talvez curtam os climas tão realistas (e adoráveis, de vez em quando) deste disquinho.

Faça o download da mixtape de janeiro

Ou ouça aqui:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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♪ | Provincial | John K. Samson

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No episódio de ontem, quando falei sobre o disco novo do Lambchop, tentei (sem sucesso, acho) descrever um som que remete a um livro elegante de crônicas sobre o cotidiano e as responsabilidades de um homem adulto. Este primeiro álbum solo do canadense John K. Samson — líder da banda de folk punk The Weakerthans — também soa como um apanhado de impressões sobre o dia a dia. Mas com uma diferença importante: enquanto o Lambchop vem afinando uma sonoridade que tenta se colocar à altura dos temas das músicas, as anotações de Samson ainda soam informais, sem estilo ou tanto rigor; Provincial não é um livro, mas uma coleção de post-its sobre certos assuntos, paisagens e situações.

O compositor organiza as canções no disco como quem espalha polaroides na cama: o álbum é simplesmente um apanhado de canções já gravadas (e lançadas em dois EPs) com algumas músicas novas. Nos identificamos com Samson porque ele é o boa-praça, o chapa, o sujeito comum que talvez tenha ouvido muito Elliott Smith, Big Star, Neil Young (fase Harvest Moon) e R.E.M.. One of us, one of us.

Nada disso impede Provincial de nos ganhar com alguns cliques adoráveis da vida como ela é (especialmente na província de Manitoba, onde o músico vive): em When I Write my Master’s Thesis, ele conta a história de um estudante que, aflito, tenta se manter saudável enquanto escreve a tese de mestrado. Em outro momento, entra na campanha para levar o jogador Reggie Leach ao Hall da Fama do Hockey (ah, as grandes causas!). E tem Cruise Night, que encena com euforia power pop o passeio (desimportante) do narrador, no carro do irmão, num domingo igual aos outros. Banal, certo? Também muito agradável.

Primeiro disco solo de John K. Samson. 12 faixas com produção do próprio músico. Lançamento ANTI- Records. B