FicBrasília

Drops de FicBrasília (4)

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* O problema deve ser comigo.

* As sessões mais disputadas do Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília) são as de Sinédoque, Nova Iorque. O filme de Charlie Kaufman provoca reações apaixonadas na capital federal. É um hit. Tem neguinho em transe durante os créditos finais, descobrindo o sentido da vida. As filas são intermináveis. Os ingressos esgotam. Semana que vem, aposto que vão criar o primeiro fã-clube brasiliense do cineasta. Eu? Nada. Nehuma surpresa, nenhuma revelação.

* Enquanto isso, as sessões de Liverpool, O canto dos pássaros e Glória ao cineasta provocam debandada. Gente muito irritada abandona as salas de exibição nos 15, 20 primeiros minutos de filme. Será que a culpa da falta de ousadia do nosso circuito dito alternativo pode ser creditada apenas à má vontade dos distribuidores? Sei não.

* E tem muita gente desinformada, caindo de pára-quedas no festival. Dia desses ouvi a conversa de um casal que se preparou para assistir a um “documentário musical” chamado Liverpool. Pior é a turma que pede indicações de filmes às moças da bilheteria. Vá entender. Sabemos que, se existe um grupo de freqüentadores do Fic que não tem tempo para assistir aos filmes, ele é formado pelas pobres coitadas. 

* Aí fica aquele telefone-sem-fio: “Ouvi falar que Leonera é uma comédia porreta”, e já viu. 

* O encerramento é só domingo. Mas, para mim, o Fic acabou ontem. Amanhã viajo para São Paulo (acompanho o Planeta Terra Festival e o show do R.E.M.) e hoje não há um único filme que me faça sair de casa. O balanço da mostra? Desorganizada como nunca, mas ainda importante para a vida cultural da cidade. Impossível torcer contra, mas não dá para fechar os olhos para alguns problemas sérios (as cópias presas na Alfândega, por exemplo).

* As últimas sessões de cinema:

contonatal

* Um conto de Natal | Arnaud Desplechin | ** 

Tão deslumbrante quanto irritante. Entendo perfeitamente quem despreza os vicios e as gordurinhas do filme para tratá-lo como obra-prima: há um excelente longa-metragem aqui dentro, acuado nas 2h30 de uma tour de force exaustiva. Sei que eu deveria ter gostado muito mais deste filme, sei que eu deveria escrever um texto apoteótico sobre laços familiares, mas não consigo. Entrego os pontos: Desplechin é um cineasta com o vigor e o preparo físico de um triatleta – nos dez minutos iniciais, contei três curtas-metragens: um melodrama assumidamente over, uma comédia de costumes e uma paródia de Truffaut -, mas não há como desprezar o quão maneirista é esse cinema. É como se o cineasta testasse uma solução visual surpreendente a cada cena e, enquanto isso, despejasse na tela o que há de mais corriqueiro em matéria de drama familiar (simplificando o simplório: uma reunião natalina serve de gatilho para uma terapia coletiva ao redor da mesa de jantar, com socos, desabafos, tipos excêntricos, flashbacks românticos e uma peça teatral encenada por duas crianças fofas).

Os fãs certamente passarão por cima dos detalhes mais apelativos da narrativa: o importante, eles dirão, é a forma como Desplechin subverte o clichê, o corriqueiro. Não há como discordar. Mas, se as primeiras cenas me impressionaram positivamente pelo excesso de referências e truques (um estilo que lembra tanto o Honoré quanto o Lelouch), com o tempo o filme começou a parecer uma árvore natalina que se deixa derrubar pelo peso dos enfeites. É uma superprodução à francesa talentosa (um talento exibido, auto-referencial, mas um talento), que cobra para si uma grandiosidade que paira acima dos personagens e situações (nisso me lembrou O segredo do grão). É um evento – só que, em alguns momentos, fiquei com vontade de acompanhar uma das personagens e abandonar a festa. 

(E posso preferir O casamento de Rachel?) 

Glória ao cineasta | Takeshi Kitano | ** 

Era uma vez um cineasta tolo que fazia bons filmes de mafiosos. Um dia, afirmou à imprensa que abandonaria o gênero. Desde então, não consegue mais fazer outro filme de mafiosos. Assim começa a narração em off de Glória ao cineasta, a brincadeira mais pirada e inconseqüente em exibição no FicBrasília (perto disto aqui, Charlie Kaufman fica parecendo um neo-realista). Começa como uma comédia de gags (uma delas parodia os clones de Ozu, um drama em preto-e-branco chamado Aposentadoria) e termina como uma ficção-científica freak-surrealista que leva ao limite a idéia de um filme sobre a falta de inspiração. O espectador sente o choque: o que era cômico passa a soar apenas exótico – como se um episódio de Apertem os cintos, o piloto sumiu tivesse sido contaminado por um inseto extraterrestre e se transformado em um longa experimental universitário. Qualquer nota.

* Acne | Federico Veiroj | **

Uma premissa singela – as aventuras de um menino de 13 anos em busca do primeiro beijo – filmada com as lentes do desconforto. Que ninguém espere uma comédia trivial: ser adolescente, aqui, é assistir à própria imagem num aparelho de tevê e sentir asco. O primo mais novo de Whisky.

* Meu nome é Dindi | Bruno Safadi | **

Um primeiro filme com a estrutura de um carro abre-alas. Ao disparar uma série de referências (e fazer vários filmes de uma vez só), Safadi se apresenta como um fã e um herdeiro do cinema marginal de Sganzerla (o longa é uma ode a Djin Sganzerla e a tudo o que ela representa direta ou indiretamente para o cinema brasileiro) e Bressane (à beira da praia, enquanto dança uma marchinha antiga, parece até que Gustavo Falcão está interpretando Fernando Eiras). É promissor, tem coragem – mas deixa a impressão de ser um prólogo até bastante objetivo para os próximos capítulos da história do diretor.

Drops de FicBrasília (3)

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* Duas baixas importantes no Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília): Night and day e Ballast, com cópias presas na alfândega, serão exibidos em DVDs de serviço. Uma experiência que eu não desejaria nem ao bebê estridente que fica gritando no apartamento aqui de cima.

* E é estranho assistir a um filme que contém um aviso insistente de que, por lei, aquela cópia não pode ser exibida ao público. Sei lá. Eu me sinto meio… sujo, tio. Tipo: posso baixar na internet e cobrar R$ 12 para uma sessão privê aqui na sala? Com qualidade superior de projeção?

* Youth without youth é outro que está bombando na Mostra Internacional de Cinema da Alfândega. Nem sinal dele, por enquanto.

* Ou seja: O canto dos pássaros pode até não ser uma comédia, mas este festival…

* E o desrespeito com o público? Na sessão das sete, Sinedoque, Nova Iorque começou com nada menos que 30 minutos de atraso, o que certamente complicou a vida de muita gente que pretendia pegar a sessão das nove (o longa tem 124 minutos). De tropeção em tropeção, este é o Fic em que assistirei a menos filmes. 

* Agora sério, mais uma vez: DVD a gente vê no conforto do lar, com pipoca de microondas e travesseiros, certo? O resto é picaretagem.

* Mas cinéfilo é bicho bobo e persistente. Aí vão os três filmes que vi de domingo para cá.

leonera

* Leonera | Pablo Trapero | ***

Eu esperava encontrar em Leonera o sinal luminoso de uma nova fase para Pablo Trapero. Tudo o que li sobre o filme havia me preparado para o perfil visceral, sem ranço sociológico, de uma mulher numa situação-limite. O que vi foi algo até melhor que isso: o filme não marca exatamente um avanço para o cineasta, mas um retorno muito bem-vindo aos métodos usados em Do outro lado da lei, de 2002. Como naquele filme, Trapero parte da observação da realidade (naquele caso, uma polícia sucateado; neste, um caso de exceção dentro do sistema penitenciário) para identificar o embate cotidiano que existe entre as regras fixas definidas pela sociedade e as nossas vidas tão confusas.

Por isso, noto sem medo ou vergonha: existe sim em Leonera um olhar para a vida na Argentina, um registro às vezes quase documental (e ele nos revela uma situação que não conhecemos), ainda que sem a carga de denúncia que esse tipo de reflexão costuma acarretar. Enquanto acompanha a personagem principal – uma presidiária grávida, que terá o filho dentro da cadeia -, Trapero não desvia de uma série de questões que aquela situação específica provoca (por exemplo: seria saudável submeter filhos de presidiários à vida de confinamento da cadeia? Eles seriam mais felizes se afastados das mães?). 

O diretor não faz julgamentos, e esse distanciamento (sem frieza) me parece o tom mais correto para um filme que permite que sintamos o desespero da heroína sem necessariamente defender suas decisões. Leonera é um filme sobre uma mulher – mas que não fecha os olhos para o país que existe ao redor dela.

* Sinedoque, Nova Iorque | Charlie Kaufman | *

Um monumento oco. Eu estava até pensando em entrar na brincadeira metametametametalinguística de Kaufman, mas desisti na cena em que a personagem de Dianne Wiest decide facilitar o trabalho do espectador e traçar didaticamente o perfil psicológico do protagonista, um perturbado autor de peças teatrais empenhado em criar a maior (e mais verdadeira) obra de arte do mundo. Sem as filosofices sobre crises existenciais, não pareceria uma interminável sessão de terapia. Criado sob medida para o público que ainda se espanta com roteiros dentro de roteiros dentro de roteiros dentro de roteiros. Ele existe: na platéia, teve gente comparando a David Lynch.  

* La rabia | Albertina Carri | *

O equivalente argentino a Baixio das bestas: uma tour infernal num rincão podre e abandonado onde homens são bichos e os animais são esquartejados com o auxílio de um competentíssimo diretor de fotografia. O típico exercício de sordidez disfarçado de denúncia social que sempre, sempre será bem visto pelas curadorias de festivais de cinema.

Plantão FicBrasília

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canto

O papel afixado na bilheteria do Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília) avisa que o filme O canto dos pássaros é em preto-e-branco e não é uma comédia. Entenderam bem? É em preto-e-branco. E não é uma comédia.

(No mais, taí o que acontece quando tento tirar uma fotografia com o telefone celular e comprar um ingresso ao mesmo tempo).

Drops de FicBrasília (2)

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* E cá estamos nós no festival que pedimos a deus.

* O curioso sobre o Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília) é que a programação impede o cinéfilo de assistir a mais de dois filmes minimamente interessantes por dia. Podemos optar pela sessão iniciada por volta das 19h ou por aquela que começa em torno das 21h. É isso. Às 17h, só filmes em DVD.

* Como era de se esperar (e isso infelizmente não é privilégio de Brasília), a mostra marca o domínio absoluto das projeções toscas de DVD e, principalmente, daquele digital que nos deixa com saudades do radinho de pilha. Quando é que alguém vai interditar a Rain, hem?

* Isso sem contar as gafes de sempre – que, de tão comuns, o espectador encara com bom humor. Na sessão de um documentário sobre Michael Moore, em DVD, faltaram legendas – além disso, foram exibidos cinco trailers do DVD antes do longa. E na de Filth and wisdom, ficamos uns cinco minutos assistindo à montanha verde do descanso de tela do Windows. Me senti num show do Kanye West. 

* Ainda bem que há os filmes em película. Para os que moram em Brasília, uma dica: quase todos os sobreviventes passam no Academia Hall, a salona para três mil pessoas.

* Outra decepção do festival (a mais grave de todas, creio eu) é o desprezo do público, que não está nem aí para filmes como O canto dos pássaros ou Liverpool, com sessões quase às moscas. Assim nem dá para cobrar uma mostra mais parruda.

* Os filmes? Por enquanto: um pequeno milagre e três pecados.

 

* O canto dos pássaros | Albert Serra | ***

Um daqueles filmes maravilhosamente estranhos que só encontramos em mostras de cinema (daí a vontade de congelar o momento da sessão para poder retornar a ele num outro dia qualquer), o longa de Serra é um paradoxo: de tão simples, exige dedicação absoluta do público. Aos que se permitem levar pela fé cinematográfica do diretor, é uma bela viagem: além de narrar uma versão radicalmente pessoal para uma história de domínio público (o encontro dos três reis magos com o menino Jesus), Serra deixa a lente aberta para captar, nas texturas e formas da natureza, uma intervenção divina a cada plano. Como faço para ver o anterior dele, Honor de cavalleria?

* The wackness | Jonathan Levine | *

O vencedor do prêmio de público em Sundance é um indie que, na linha de Juno e Pequena Miss Sunshine, trata personagens outsiders com o sentimentalismo e de uma típica comédia romântica de multiplex. No papel de um terapeuta doidão, Ben Kingsley poderia até conseguir uma indicação ao Oscar (com uma campanha agressiva, claro). Mas é um filme medroso, que parece tomar sempre o caminho mais acessível para amenizar o desconforto de algumas situações da trama. Começa como o perfil de um traficante adolescente (e como um retrato do submundo nova-iorquino dos anos 90) e termina como um conto de primeiro amor como tantos que já vimos. 

* Ninho vazio | Daniel Burman | *

Se as crônicas familiares de Burman pareciam cada vez mais flácidas (já havia uma queda entre O abraço partido e Leis de família), Ninho vazio é tedioso: revela a saturação prematura de um estilo. É como se o diretor se contentasse com pouco: no caso, identificar as crises de um casal em ponto morto, que precisam reconstruir a própria rotina depois que os filhos crescem. Prova de que uma boa observação do cotidiano não é para qualquer um. 

* Filth and wisdom | Madonna | sem estrelas

Um filme precário, errado – há trabalhos de alunos primeiro semestre de Cinema que dão um banho nesse painel de peixes fora d’água. O pior é que o projeto não seria de se jogar fora – misturar um documentário sobre o Gogol Bordello com uma trama de ficção sobre a dura vida de migrantes, quem sabe, poderia ter rendido um musical divertido. Mas Madonna, que poderia ter convocado um Michel Gondry ou um Spike Jonze como assistente, confunde sabedoria com filosofia de livros de auto-ajuda. E há coisas que nem um diretor competente salvaria: o falatório insuportável do personagem de Eugene Hutz, cheio de pérolas do auto-conhecimento, certamente foi escrito pela pop star.

Drops de FicBrasília

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* O Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília) chega ao décimo ano com uma edição que traz a Brasília alguns filmes importantes das mostras do Rio e de São Paulo – muitos deles com distribuição garantida no Brasil. Pode parecer pouco, mas não é.

* Por aqui veremos Ballast, de Lance Hammer, Liverpool, de Lisandro Alonso, Acne, de Federico Veiroj, O canto dos pássaros, de Albert Serra, Cinzas do passado – Redux, de Wong Kar-wai, Um conto de Natal, de Arnaud Desplechin, Derek, de Isaac Julien, Filth and wisdom, da Madonna, A fronteira da alvorada, de Philippe Garrel, Sob controle, de Jennifer Lynch.

* Mais: Leonera, de Pablo Trapero, Night and day, de Hong Sang-soo, Ninho vazio, de Daniel Burman, Nucingen Haus, de Raoul Ruiz, La rabia, de Albertina Carri, O silêncio de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, Sinédoque, Nova York, de Charlie Kaufman, Terra vermelha, de Marco Bechis, The wackness, de Jonathan Levine, Youth without youth, de Francis Ford Coppola.

* E os brasileiros que concorrem ao Prêmio Itamaraty: Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte, Feliz Natal, de Selton Mello, A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, Juventude, de Domingos Oliveira.

* Tem também uma retrospectiva dedicada a Paulo José e uma seleção de japoneses (entre eles, Sad vacation, de Shinji Aoyama, e Glória ao cineasta, de Takeshi Kitano).

* Isto é: entre os 130 filmes, há filmes. Se essa programação enxuta não chega a destacar o festival no cenário nacional, ela tem uma importância tremenda para os cinéfilos da cidade – eles terão a vantagem de assistir aos longas sem as filas quilométricas de São Paulo, por exemplo (e cá estou eu tentando ver o lado positivo das coisas), e com ingressos a R$ 12.

* Pois bem: o FicBrasília começou ontem com uma sessão de “traje passeio completo” apresentada por Maria Paula e Murilo Grossi, com homenagem a Paulo José e um curta-metragem de animação (Pajerama, de Leonardo Cadaval).

* O Academia Hall, uma sala de espetáculos de quase três mil lugares, ficou lotada para a pré-estréia de Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Na sessão, pairou um climão de festa de cidade do interior, com crianças correndo pelos corredores, falatório incessante do público, gente sentada no chão e uma cortina que não parava fechada.

* Um sucesso, podemos dizer.

* No coquetel, serviram salgadinho frio, cerveja e fanta laranja. Os sushis evaporaram em cinco minutos. Ninguém reconhecia as celebridades locais que posavam para os flashes. Mas pelo menos foi autêntico: Brasília é, como sabemos, uma grande cidade pequena. 

* Foi uma sessão, como nas salas de multiplex, tomada por casais. Homens engravatados e mulheres de longo. O filme? Elas adoraram secretamente; os namorados morreram de raiva. Vale um parágrafo só dele.

* Vicky Cristina Barcelona | Woody Allen | **

Acompanhado de um narrador/guia turístico onipresente e quase entediado, nosso cético favorito viaja à Espanha para filmar o prazer (como tudo na vida, segundo ele, um mero sentimento passageiro a ser aproveitado antes que o tempo nos leve). É, de verdade, o filme mais saboroso de Allen desde Match point, mas o tom libertário desta crônica de viagem não chega a provocar arrepios – é amenizado pela frieza como o cineasta organiza as peças da narrativa: os personagens são cartas marcadas (todos os espanhóis da trama são ou alegremente instintivos ou pirados) e as paisagens (e os belos planos de rostos de mulheres) acabam esculpidas com a beleza fácil dos panfletos publicitários. De qualquer forma, me agrada a forma com que o cineasta segue vendendo um olhar de mundo muito duro (e particular) como divertimento.

FicBrasília 2007

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O Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília) surpreendeu e está decente. Alguns filmes que vão passar por aqui, a partir do dia 30 (dois dias depois do encerramento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa amanhã):

4 meses, 3 semanas e 2 dias, Cristian Mungiu
A coragem de amar, Claude Lelouch
A era da inocência, Denys Arcand
A espiã, Paul Verhoeven
A retirada, Amos Gitai
A vida dos outros, Florian Henckel von Donnersmarck
Amor em tempos de cólera, Mike Newell
Angel, François Ozon
À prova de morte, Quentin Tarantino
Cada um com seu cinema
Canções de amor, Christophe Honoré 
Cochochi, Israel Cárdenas
Crimes de autor, Claude Lelouch
Delirious, Tom DiCillo
Desejo e reparação, Joe Wright
Déficit, Gael Garcia Bernal
Exuberante deserto, Dror Shaul
Fay Grim, Hal Hartley
Império dos sonhos, David Lynch
Iraque em fragmentos, James Longley
Irina Palm, Sam Garbaski
I’m not there, Todd Haynes
Inútil, Jia Zhang-ke 
Jogo de cena, Eduardo Coutinho
Lust, caution, Ang Lee
Nascido e criado, Pablo Trapero
O clube de leitura de Jane Austen, Robin Swicord
O jogo de vida e morte, Kenneth Branagh
Paranoid park, Gus Van Sant
Redacted, Brian de Palma
Saving Grace, Tom Kalin
Sempre bela, Manoel de Oliveira
Shortbus, John Cameron Mitchell
Smiley Face, Gregg Araki 
O sol, Alexander Sokurov 
Sombras de Goya, Milos Forman
SOS saúde, Michael Moore
The banishment, Andrey Zvyagintsev
Um amor jovem, Ethan Hawke
Vocês, os vivos, Roy Andersson 
XXY, Lucia Puenzo 

Ainda vai ter mostra de Joaquim Pedro de Andrade e uma seleção de três filmes de Hou Hsiao-Hsien (Three times, Millenium mambo e Dust in the wind).

Vou tentar acompanhar as duas maratonas aqui no blog.