Bipolaridade

2 ou 3 parágrafos | Onde vivem os monstros

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Ao contrário de Quero ser John Malkovich e Adaptação, que gostei de imediato, o novo do Spike Jonze me deixou dividido. Por um lado, Onde vivem os monstros (Where the wild things are, 5.5/10) é seu filme mais pessoal: ele, um cineasta bipolar (hiperativo e melancólico, melancólico e hiperativo), retrata a infância com a energia e a aflição de um menino de nove anos. Por outro, esse desejo desesperado por catarse nos atropela com efeitos que me pareceram fáceis demais: a fotografia trêmula de Lance Acord, a trilha sonora florida de Karen O and The Kids, o tom deprê da encenação (todos os personagens, aparentemente, acabaram de acordar de uma noite terrível)…

Taí um filme que soa como um disco para crianças interpretado pelo The Polyphonic Spree e produzido pelo Jon Brion, com tudo o que isso tem de tocante e cansativo.