A ponta de um crime

Vigaristas

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The Brothers Bloom | Rian Johnson | 6

Era mais ou menos o que eu esperava do diretor de A ponta de um crime. Uma comédia todinha artificial – da encenação extravagante às peripécias do roteiro, não há lugar algum para realismo -, mas que provoca o efeito de um longo espetáculo de fogos de artifício. Adorável em alguns momentos (trecho de diálogo favorito: “Você é a única plateia de que preciso”, diz o trapaceiro megalomaníaco ao irmão), mas efêmero. E as comparações com Wes Anderson me parecem equivocadas. Pendengas familiares à parte, Johnson tem vigor, mas por enquanto só fez modestos shows de mágica.