[mário de andrade]

Postado em

“Quando me iniciei fazendo versos, reuni meus melhores sonetos, o que eu supunha fosse o melhor, e mandei-os em carta a Vicente de Carvalho, pedindo-lhe opinião. Ainda não publicara coisa nenhuma, a não ser alguns sonetos em revistecos sem importância. Vicente nunca me respondeu. Cheguei a ir à casa dele para retirar a limpo se morava mesmo lá, ou se estava em São Paulo. Estava. Deve ter recebido a carta registrada e… sei que não respondeu. Como gosto muito da poesia dele, até agora sofro disso”

“Quando releio coisas passadistas minhas tenho a impressão do Mário de Andrade que fui na casa dos vinte. Um sujeito grandão, feio como o diabo, almofadinha usando com exagero as modas do dia, desengraçado de corpo, com olhar apagado, no princípio uma cabelama enorme que não havia meios de ficar quieta, um tipo antipático porém que tinha um certo sal, dava vontade da gente saber mesmo o que ele é”

[Mário de Andrade, em entrevista e carta, no livro 1922 – A Semana que Não Terminou, de Marcos Augusto Gonçalves]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s