cine | Triângulo amoroso

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Você ainda vai ler que, neste filme, o diretor de Corra, Lola, Corra trata corajosamente de temas como: bissexualidade, traição, câncer e (como o título em português deixa muito claro) triângulos amorosos. O que talvez você não leia é que Tom Tykwer, o cineasta em ação, enfrenta todos esses assuntos “difíceis” pelo caminho mais fácil: criando uma série golpes-de-acaso extraordinários para engrenar a “dança” dos personagens. O diretor não abandonou a fixação por truques visuais que tornam a narrativa mais ágil, mas se tornam esquecíveis ao fim da sessão. São muitos os momentos, por exemplo, em que a tela é quebrada em várias microquadros simultâneos — e o recurso, quando não nos deixa com saudades do Mike Figgis de Timecode, só serve para garantir que não desviaremos nossa atenção para, digamos, o copo de refrigerante. O plano final pode ser lido como uma brincadeira engraçadinha com alguns dos temas do filme (ciência/acaso) — ou como uma metáfora para um cinema que manipula as vidas dos personagens como quem combina elementos químicos numa experiência de laboratório. Competiu no Festival de Veneza de 2010.

(3, 2010) De Tom Tykwer. Com Sophie Rois, Sebastian Schipper e Devid Striesow. 119min. C

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