cine | A chave de Sarah

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Minha teimosia (sempre ela) fez com que eu ignorasse os conselhos de amigos e assistisse a este novelão histórico sobre um dos episódios mais maltratados pelo cinema das boas intenções: o holocausto. Sempre ele.

Paguei o preço: como eu esperava, o filme aplica uma série de firulas sentimentais (sem critério algum) para esfregar in our faces os horrores da intolerância francesa contra os judeus. Os flashbacks – numa coloração amarelada e “elegante”, à la Hallmark Channel – fariam Godard ter espasmos.

Kristin Scott Thomas, a dignidade em pessoa, consegue nos convencer de quase tudo: mas não de que exista algo edificante no projeto de usar o horror nazista para aliviar as dores de consciência do público e justificar os padrões de “bom gosto”, já tão limitados, que pautam os cines-bistrô. Da próxima vez, prometo ser menos teimoso.

(Elle s’appelait Sarah, França, 2010) De Gilles Paquet-Brenner. Com Kristin Scott Thomas, Mélusine Mayance e Niels Arestrup. 111min. D+

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