[michael stipe]

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Se vocês tinham quase certeza de que a turnê de 2008 seria a última da banda, então sabiam que Collapse into now seria o último disco?

Bem, agora finalmente podemos falar sobre o tema do disco e sobre o que estava acontecendo. Teve um crítico de música que disse: “Sinto falta de alguma coisa neste disco, mas não sei o que é”, e ele estava falando sobre temas. Acho que ele estava dizendo, consciente ou inconscientemente, que os discos do R.E.M. sempre têm um tema – fogo e água; sexo em Monster, e eles são óbvios. Mas o tema daquele disco não tinha ficado claro imediatamente para ele. Eu sempre penso que sou incrivelmente óbvio, e não sou (risos). Para mim, tematicamente aquele era a despedida mais grandiosa, e a mais óbvia.

Olhando para o disco agora, você está acenando adeus na capa.

Estou dando adeus, sim. Mas nós estamos na capa! O R.E.M. nunca havia aparecido na capa de um disco. E tem a canção All the best

O desfecho de Blue, que se conecta a Discoverer, fecha um círculo que nos leva de volta a começo do disco.

Sim, e faz referência a Fables of the reconstruction. É aquela história cíclica: o fim é o começo, o começo é o fim. Discoverer é uma canção autobiográfica sobre as minhas experiências em Nova York aos 19 anos de idade. E fecha com Patti Smith, que foi onde tudo começou. Espero que tenha deixado a impressão de uma despedida muito bonita, o disco.

Entrevista de Michael Stipe ao Salon.com. Íntegra aqui.

Um comentário em “[michael stipe]

    Daniel disse:
    novembro 15, 2011 às 7:30 pm

    Entrevista muito boa, reveladora e franca. Collapse Into Now tinha mesmo uma cara de fim de ciclo, fechamento de uma era. O fato da primeira música ressurgir logo após a última era uma das “pistas” disso (tudo na minha opinião, claro).

    Várias músicas lembram muito outras de discos anteriores. A primeira conclusão é a de falta de inspiração, repetição de fórmula, etc. Hoje eu acho que era proposital, eram citações explícitas, tipo um “overview” da carreira. Só que antes do anúncio do fim, eu achava que esse fechamento de ciclo era relacionado à saída da banda da Warner (CIN seria o último disco do contrato com a Warner).

    Concordo plenamente com o entrevistador, que coloca o R.E.M. como uma das maiores bandas americanas da história.

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