Presságio

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knowing

Knowing, 2009. De Alex Proyas. Com Nicolas Cage, Chandler Canterbury, Rose Byrne e D.G. Maloney. 121min. 8/10

Os filmes querem que acreditemos neles, não querem? Mas às vezes essa se torna uma tarefa muito difícil, quando não impossível. 

Numa dessas noites chuvosas de sábado, eu estava completamente perdido num filme que adoro: A fantástica fábrica de chocolate, de Tim Burton. Reconheço a queda de ritmo e interesse na metade final da trama, mas eu poderia passar o mês inteiro assistindo aos trechos em que o cineasta cria um mundo delirante a partir da descrição de personagens: o menino balofo com bochechas rosadas e o olhar fixo de um psicopata; a menina milionária, arrogante como uma poderosa diretora de multinacional; o geek-mirim, entediado com os movimentos repetitivos de mais um game; o imperador sádico de uma babilônia de doces, com a feição esverdeada de um alienígena.

Eu estava lá, mesmerizado, quando minha avó entrou na sala. 85 anos. Lembro dos dias em que, há uma eternidade, eu a ouvia lamentando pelos cantos, descontente com o fato de poder respirar e andar por aí. “Eu quero morrer”, ela implorava, com um tom até sério e convincente, sempre que meu avó avisava sobre a decisão de queimar lixo do outro lado da rua. Ele voltava três, quatro horas depois, sabe-se lá de onde. Minha avó, que passou maus pedaços numa família de hábitos extremamente modestos, nunca foi de muitas fantasias.

Ela me interrompeu na cena em que o menino gorducho, depois de se deleitar no lago de cacau derretido, é sugado por uma tubulação larga e se transforma numa canção alegre entoada por um batalhão de Oompa-Lumpas. “Que mentirada boba, meu deus”, a vó comentou. Completamente desmotivada, se escondeu no canto da sala para tricotar ou preencher mais uma página de palavras cruzadas.

Vê como é complicado? E é um filme para crianças. Interpreto assim: para ela, não há como aceitar a existência de um embuste como A fantástica fábrica de chocolate. É algo muito exótico, mirabolante, que parece negar uma conexão muito clara com a realidade. A sandice cinematográfica não a diz respeito. Não há como. Assunto encerrado.

Bom neto que sou, não tomo esse exemplo para constranger a pobre velhinha. Minha avó, talvez sabiamente, não está só. Quando procurei a (simplificadíssima, como costume) compilação de resenhas do Metacritic sobre Presságio, encontrei termos como “ridículo”, “previsível”, “hilariante”, “desinteressante” e “inepto” (adoro esse último, vocês sabem). O crítico do USA Today chega a ditar uma espécie de código de ética para fitas de ficção-científica: “Negativo. O 11 de setembro não pode ser usado como premissa para um choroso filme-catástrofe sobre profecias.” Como é?

Para testar minha sanidade – já que saí do cinema bastante impressionado com este filme B de Alex Proyas, pronto a recomendá-lo a amigos, inimigos e desconhecidos -, li os comentários sobre O nevoeiro e Fim dos tempos. Também foram desprezados por uma gangue ruidosa da crítica norte-americana. O desdém, creio eu, poderia ser explicado pela minha avó: há filmes que obrigam os críticos (que, apesar das aparências, também tomam remédio para dor-de-cabeça e fazem compras em supermercados) a sintonizar uma estação que talvez não o interessem. Simplesmente isso.

E não estou jogando a culpa nos críticos – eu, para ficarmos num exemplo próximo, preciso de concentração e paciência para levar a sério adaptações de Jane Austen. Não é raramente que me censuro resmungando “mas quem precisa de um outro triângulo amoroso com vestidos floridos e sotaque britânico?” 

Então Presságio é uma obra de ficção-científica. Um filme que compõe um ambiente de fantasia e ilusão para lidar com questões que nos afligem. Assim são os pesadelos, as fábulas e os episódios de Além da imaginação. Em O nevoeiro, havia um monstro escondido em fumaça. Aqui, sabemos a data exata do fim do mundo. Nos dois casos, são situações extraordinárias que obrigam os personagens a rever certezas e lidar com uma sensação desmedida de medo, aflição. Estamos, mais uma vez, no limite.

Thrillers apocalípticos miram a catarse, por isso, costumam se transformar em sessões de terapia de grupo. Há quem os interprete por caminhos fatalistas que me parecem pantanosos: uma crônica sobre a extinção da vida abomina a humanidade? Ou manifesta o sentimento humano de desespero diante do inexplicável, do incontornável? Antes que ataquem Presságio com esse tipo de argumento subjetivo, contra-ataco com outro: mais sensato seria encará-lo como um conto de horror. O mais corajoso (já que seria absurdo usar a palavra destemido) a que assisti em algum tempo.

Pelo menos neste filme, Alex Proyas (do razoável Cidade das sombras) demonstra temperamento quente e firmeza de propósito. Explora à ferro e fogo as possibilidades de uma premissa quase tosca, juvenil. Ele vai até o fim, mesmo que para isso tenha que resgatar signos que pareciam perdidos no cinema fantástico dos anos 80 (e Spielberg deve ter se mijado de inveja do desfecho). Não está nem aí para a cartilha do “bom gosto” das fábulas sensíveis premiadas com estatuetas douradas. Não há sofisticação, tampouco condescendência. É um longa, por isso, quase marginal dentro do esquema de Hollywood. Um borrão não-identificado, como foram O nevoeiro (mais uma vez) e os recentes de Shyamalan.

É possível massacrar o filme com a aplicação de uma lógica teimosa dos que buscam realismo em tudo (“o mundo não vai acabar mesmo”, “esse tipo de previsão numérica do futuro é uma bobagem mística, não existe”, “a trama depende do excesso de coincidências, por isso é frágil”, etc). E é possível adentrar a ficção com instrumentos que a própria trama nos oferece. O personagem principal, interpretado por Nicolas Cage (um ator de duas ou três caretas, mas que cumpre as exigências do papel), é um astrofísico cético, defensor da ideia de que o mundo se manifesta graças a uma série de coincidências e eventos aleatórios. Imagine Carl Sagan, o autor de O mundo assombrado por demônios e Contato (li tantos livros do sujeito recentemente que a comparação passou a parecer inevitável. É uma homenagem?).

A outra hipótese – de que a vida é determinada por alguma força ou entidade que desconhecemos – é descartada por este protagonista racional. E pela maioria dos espectadores (me inclua nesse grupo dos que prezam o método científico). O golpe do filme é trancar esse homem da ciência num pesadelo determinista. Desde que encontra códigos com a previsão exata de grandes tragédias, ele começa a pensar duas vezes. Seria o destino? A verdade está lá fora? Eram os deuses astronautas?

O roteiro, mais inteligente e bem-humorado do que aparenta ser, provoca esse personagem (e o público) com eventos interligados e, em tese, improváveis. O código para o fim do mundo cai no colo do nosso herói, que calha de ser pai de um menino que… Bem. O crítico espertinho pode acusar o filme de se beneficiar de um roteiro excessivamente amarradinho. Mas, para uma ficção-científica que desconfia do acaso, o recurso se justifica plenamente. É o fio invisível que amarra os personagens – ainda que Proyas não negue a este grupo de vítimas um estranho tipo de esperança.    

A fúria como o filme conduz o espectador a um cenário sombrio, desagradável (as cenas de catástrofe são assustadoras, mesmo quando os efeitos visuais medianos nos obrigam a duvidar do que vemos), deve dividir a plateia entre crentes e céticos. Eu acredito. Não na tese da trama, mas nos sentimentos extremados que ela desperta. É uma dessas experiências imaginativas e perversas que só o cinema permite.

Saí da sessão tão abalado e animado que perdi o filme que veria depois. Mas esse sou eu. Eu, o fã de Além da imaginação. Eu, que daria o Oscar a Tim Burton e a Palma de Ouro a Hayao Miyazaki. Eu, Tiago Superoito. Minha avó, na certa, abandonaria a sala. Muita mentira, muita tolice, e, fala sério, apocalipse é tããão 1985.

ATUALIZAÇÃO (11 de abril): dois dias depois…

Ok, admito que eu estava pronto para, numa revisão em caráter extraordinário, identificar uma série de problemas que comprovariam uma primeira impressão apressada e equivocada do filme. Bolei até uma estratégia: eu voltaria ao blog, pediria mil desculpas aos leitores, ofereceria uma cartela de vale-pipoca aos mais irritadiços e concordaria com o crítico do New York Times, que tratou Presságio como um filmeco lento e intratável. Confesso que, quando o ritmo da narrativa empaca pelo 85º minuto, pensei em mudar minha nota para 7 e ressaltar a medonha interpretação de Nicolas Cage, digamos. Numa das cenas, o ator chora e o diretor filma a nuca do sujeito (certamente com medo de flagrar uma careta horripilante). A câmera treme que é uma loucura, né? Anotado. Mas aí notei a origem da minha obsessão com o longa-metragem mais menosprezado da temporada, o único que me obrigou a uma reprise imediata numa sala de cinema em… cinco, seis, vinte anos? Os 15 minutos finais, quando Proyas toma o filme para si e decide fazer dele o que bem entende, jogam na nossa cara que o cinema mais pessoal pode não entrar na seleção de Cannes ou de Veneza. Proyas, meu irmão, vou contigo. Só não me peça para encará-lo como gênio da raça, ou vai ter gente atirando pedrinha quando me encontrar na fila da próxima sessão.

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32 comentários em “Presságio

    cavalca disse:
    abril 9, 2009 às 10:22 pm

    Nem li o texto, mas…OITO? uau.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 10, 2009 às 3:02 am

    Então leia o texto. Sei lá, uns dois parágrafos lá do meio.

    Elcir Vero disse:
    abril 12, 2009 às 12:58 am

    Tinha interesse no filme porque adoro Dark City, mas tudo que li ontem na net era tão negativo que tinha desistido de ver. Até bombinha no lugar das estrelas eu encontrei. Diante de tanta empolgação (parabéns pelo texto) vou assistir amanhã e volto pra comentar.

    Rodrigo disse:
    abril 12, 2009 às 1:23 am

    Eu acho que o filme não é isso tudo (e tá anos-luz de Shyamalan e O Nevoeiro), mas ruim ele também não é, e pude comprovar isso justamente nesses quinze minutos finais que você falou, até porque o começo é fraco. Acho que poucos filmes tem coragem de ser tão exagerado e fantasioso e assumir isso. Gosto das cenas do avião e do trem também.

    E o Nicolas Cage é uma piada, cara, não suporto ele e aquele aplique de cabelo, haha.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 1:25 am

    Elcir, se você adora Dark City, veja o filme. É o projeto mais pessoal do Proyas desde aquela época (ele também produz o longa). Veja, nem que seja para falar mal. Veja, já que é um desses lançamentos atípicos que perigam se perder na multidão pelo simples fato de que ninguém aguenta mais ver bombas com Nicolas Cage no elenco. Mas veja, pelamordedeus. Hehe.

    (Eu não faço parte da assessoria de imprensa da Paris Filmes, ok?)

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 1:26 am

    Presságio > Fim dos tempos and I rest my case.

    Daniel Pilon disse:
    abril 12, 2009 às 2:28 am

    Eu gostei também, mas não tanto assim, hehe.

    As 3 cenas envolvendo os desastres são muito boas e a resolução é meio diferente do que se vê por aí mesmo.

    Diego disse:
    abril 12, 2009 às 5:13 am

    Presságio > Fim dos Tempos + A Dama na Água. É o tipo de projeto que o Shyamalan destruiria com a infantilidade dele.

    Gostei, Tiagão, mas com zilhões de ressalvas. Acho o filme uma maravilha quando esfrega na nossa cara as cenas de tragédias mais impressionantes em muito tempo, mas passaria sem os minutos finais (o campo de centeio, ahha). Não consegui comprar o drama do protagonista simplesmente porque o Cage é ruim demais.

    E saí do cinema com a impressão de ter visto propaganda da Cientologia.

    Diego disse:
    abril 12, 2009 às 5:24 am

    Ah, e homenagem a Carl Sagan?!

    SPOILERS

    Que raio de homenagem é essa em que um cético/homem-da-ciência como o Sagan teria toda a sua obra questionada e morreria carbonizado porque não foi escolhido (provavelmente porque nunca acreditou)? Hahaha, poxa, ele merece mais. Acho que ele seria um dos mais duros críticos do filme se estivesse vivo.

    Diego disse:
    abril 12, 2009 às 5:37 am

    Ah, pera, acabei de gostar menos do filme: era pra ele ter sido dirigido pelo Richard Kelly! http://www.imdb.com/title/tt0448011/trivia

    Rodrigo disse:
    abril 12, 2009 às 6:05 am

    Chamar Dama na Água de infantil, tudo bem, mas Fim dos Tempos… sei não, hein.

    Richard Kelly seria uma beleza presse filme.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 12:54 pm

    Diego, o Sagan era um homem da ciência. Um cético, sim. Mas um homem da ciência cético que sempre investigou sobre possibilidade de vida fora da Terra e fantasiou com essa hipótese (leia Contato, enfim). O interessante do Sagan é que, apesar de zilhões de provas em contrário e de defender o ceticismo (‘O mundo assombrado por demônios’ é um anti-autoajuda, um livro que vai quebrando lenda urbana atrás de lenda urbana), ele nunca se fechou a outras formas de compreender a condição do ser humano (há em ‘Contato’ um longo capítulo sobre religião). Só isso. Acho que passaria como uma boa homenagem sim, lúdica, do jeito que ele curtiria.

    E o desfecho, no campo de centeio… Adorei os coelhos brancos.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 12:56 pm

    Ah, complementando: O nevoeiro > Presságio > Fim dos tempos + Dama da água e temos quase uma equação matemática aqui.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 1:07 pm

    Ah, SPOILERS: Diego, acho que você se apressa em interpretar que o personagem do Cage não foi escolhido por ‘não acreditar’. Não vi isso não. Entendi que ele não foi escolhido simplesmente por não ter sido escolhido. Não interpretei como um filme religioso, apesar de algumas referências religiosas. Acredito que o filme queira deixar uma atmosfera de mistério, e não defender alguma crença.

    Diego disse:
    abril 12, 2009 às 2:39 pm

    Tiago, eu li “O Mundo Assombrado por Demônios” há algum tempo. O Sagan, como todo homem de ciência, leva várias hipóteses em consideração mas acaba sempre se decidindo por uma. No caso dele, a mais racional, a mais cheia de fatos. E lembro do mau humor dele ao falar de alguns filmes cientificamente incorretos. A análise “Presságio” seria um desbunde num dos capítulos de “O Mundo…”.

    Rodrigo disse:
    abril 12, 2009 às 2:47 pm

    “O nevoeiro > Presságio”

    De acordo, hehe.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 3:33 pm

    Diego, eu nunca entendi o Sagan como uma espécie de fundamentalista da ciência. Mas tudo bem. Talvez tenha sido uma interpretação errada.

    ‘Contato’ é um livro interessante pra mostrar essa abertura do Sagan à fantasia.

    Diego Maia disse:
    abril 12, 2009 às 6:37 pm

    Eu não o considero um fundamentalista, longe disso. Mas você não lembra da bronca dele com esse tipo de filme em “O Mundo…”?

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 7:01 pm

    Se você for analisar toda a parte final de ‘Contato’… Bem mais fantasioso que qualquer filme de ET (isso sem contar a comparação que ele faz entre a viagem espacial dos personagens e o transe religioso).

    Diego Maia disse:
    abril 12, 2009 às 7:21 pm

    Ok, como em “Contato”, o personagem do Cage passa por uma experiência deslumbrante movida pela razão. Mas você não acha o fim de “Presságio” ecumênico, bíblico, cristão? Adão e Eva, árvore da vida, arca de Noé. Carl Sagan aprovaria? Don’t think so.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 9:35 pm

    Diego, a conclusão de “Contato” é que a experiência científica mais deslumbrante e o transe religioso mais poderoso equivalem.

    E a personagem principal do livro é alter ego do Sagan.

    Diego Maia disse:
    abril 12, 2009 às 9:46 pm

    Eu sei, Tiago.

    Mas você sabe que religiosos nunca aceitaram isso, certo? Diziam que era algo que a ciência não tinha.

    E, como vi, sabe que o Sagan foi lá e escreveu um livro provando que a ciência, pode, sim, promover um arrebatamento tão grande quanto a religião.

    Sabendo disso, você realmente acha que ele gostaria de ser homenageado em um filme que termina reafirmando simbolismos cristãos?

    Diego Maia disse:
    abril 12, 2009 às 9:59 pm

    “Provando” é meio forte. “Dando a entender que”.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 12, 2009 às 10:11 pm

    Pois é, Diego, entendo o que você diz. É que eu não vi o filme desse forma. Não acho que ele reafirme nada. Vejo como um filme sobre crença de uma forma mais ampla. O primeiro diálogo do menino com o pai é sobre extraterrestres, não sobre deus. Aí o menino reclama que o pai não acredita em ETs. DEPOIS eles conversam sobre a mãe, que morreu. Aí o pai não acredita também. E o menino reclamam. E eles fazem aquele gesto babaca com as mãos. Enfim.

    O desfecho tem símbolos religiosos sim. O que interessa, a meu ver, é que o Sagan chegou a um ponto em que parou de querer tomar uma posição e definir o que é certo ou errado. É isso que fez dele um sujeito, pra mim, admirável. O que ele cobrava eram estudos científicos rigorosos para apurar hipóteses. Mas descartá-las? Aposto que, se você pudesse perguntar pra ele sobre a existência de deus ou de ETs cor-de-rosa fluorescentes, o máximo que ele diria é NÃO SEI.

    Diego Maia disse:
    abril 12, 2009 às 11:01 pm

    Eu acho a presença de símbolos cristãos no filme tão forte que, apesar de entender seu ponto, não consigo NÃO ficar desconfiado.

    Tiago Superoito respondido:
    abril 13, 2009 às 3:15 am

    Ok. Mas, a priori, o Sagan não tinha nada contra o cristianismo (a personagem do ‘Contato’ é uma expert em astrofísica que odeia religiões até o momento em que… bem, é a ‘mensagem’ do livro).

    Tiago Superoito respondido:
    abril 13, 2009 às 3:17 am

    Entendi, Pilon. Todo mundo gostou, mas não tanto. Eu já começo a me arrepender de ter indicado o filme.

    Leandro Rizzi disse:
    abril 14, 2009 às 2:01 pm

    Não se arrependa, Tiago. Eu gostei, muito. Em certos trechos me lembrei de Os Outros, pelo clima de assombração e medo que exalavam na tela. Belíssimo filme, e o Cage só peca na escolha do cabelo, que realmente ficou lamentável.

    Tiago respondido:
    abril 14, 2009 às 4:10 pm

    Isso aí, Leandro. Mais duas pessoas e podemos fazer o fã-clube.

    E corte de cabelo nunca foi o forte do Nicolas Cage.

    Rodrigo de Oliveira disse:
    abril 17, 2009 às 5:46 am

    O filme é foda mesmo. Descaralhado de uma maneira que não via há muito tempo no cinema americano (acho “O Nevoeiro” e “Fim dos Tempos” boas aproximações, mas são filmes incrivelmente mais contidos e bem amarrados dentro de suas próprias loucuras e manias).

    O barato ali parecia ser chutar o pau da barraca como se não houvesse amanhã (metáfora pra trama do filme? haha). Em breve mais sobre isso na Cinética – como NÃO escrever sobre um filme desses, né!?

    Tiago Superoito respondido:
    abril 17, 2009 às 11:35 am

    Opa, vai ter elogio na ‘Cinética’? Bacana.

    Rodrigo, já que não dá pra comentar no seu blog, vai aqui mesmo: seus textos no blog são do caralho e você anda escrevendo as melhores resenhas da ‘Cinética’. A do ‘Foi apenas um sonho’ ficou excelente, parabéns.

    Cesar disse:
    fevereiro 2, 2010 às 2:19 am

    O filme tem a coragem que faltou a muitas obras do genero. O que não entendo, é o que tem de tão intragavel na ficção cientifica que muitas pessoas veem. É o único genero do cinema que realmente faz aquelas perguntas mais importantes para o ser humano, o que somos nós e para onde vamos. O engraçado é que o fato da religião dizer que sabe de tudo, mas não provar nada, é tido como a coisa mais normal do mundo, isso é que me intriga.
    Presságio tem um desfecho que em nada é estranho pra quem acompanha a FC, a idéia de uma ou várias raças alienigenas existirem, e analisarem outros mundos, não tem nada de irracional e assombroso, tem sim uma possibilidade (especulativa) e o fato dela se interessar por aqueles humanos, a ponto de bolar um plano de fuga, não transforma a existência dos humanos como algo premeditado e sim como um processo normal da natureza, o mais capacitado, ajuda o mais necessitado.
    Usando o exemplo recente do terremoto do Haiti, se as nações ricas do mundo soubessem com antecedencia do terremoto, elas não fariam como é feito em situações de furação? evacuar a região? Na questão alienigena, a FC já apresentou o tema da primeira diretriz, (Jornada nas Estrelas), não interferir na cultura de outra raça e isso pode explicar o porque somente alguns foram salvos.
    O fato do personagem do Nicolas Cage dizer para o pai, que sabe que não é o fim, não justifica dizer que ele abraçou a idéia que as coisas são premeditadas e sim que ele “viu o fato” acontecer, uma raça alienigena (tinham naves) levou seu filho, para um astrofisico, aqueles seres seriam anjos ou ets? ótimo filme.

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