Dia: julho 23, 2008

Offices

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Por uma coincidência louca, só assisti agora ao Office space (no cérebro fértil do tradutor brasileiro, Como enlouquecer seu chefe). E exatamente em meio aos episódios da terceira temporada do The office, vejam só que coisa. A comparação entre os offices é bastante cruel.

O filme de Mike Judge pode até ter disparado alguma faísca em 1999 com uma charge (sob um verniz engraçadinho de sitcom, claro) para a rotina de um escritório. É um ambiente de trabalho bem típico – entediante, ultrapassado, emburrecedor e tudo mais -, e por isso a comédia acaba provocando mais aflição que risos. Mas parece um rascunho para The office – e nem estamos falando da versão inglesa da série, já que aí seria covardia.

Se Judge carrega num sentimentalismo meio bocó, o seriado vai mais fundo tanto no lado amargo da sátira (a empresa está sempre prestes a afundar e levar todos os funcionários pro esgoto com ela) e também no mais humano (relações de amizade são criadas até mesmo com o pior chefe do mundo). É mais um entre tantos casos em que a tevê dá aula pro cinema.

Clipe: ‘House of cards’ Radiohead

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Coisa sublime esse clipe de House of cards. Dirigido sem câmeras (o que vemos na telinha é resultado de uma tecnologia de 3D que “mapeia” as formas dos objetos e as distâncias entre eles), o vídeo de James Frost capta à perfeição a atmosfera da música: soul music geneticamente modificada, robôs in love. Eu tinha prometido a mim mesmo que nunca mais na história da humanidade colocaria clipes no site, mas esse aí justifica a exceção. É um dos melhores do ano e da trajetória de uma banda que, desde os tempos de The bends, quase nunca tropeça nessa área. É tudo isso mesmo. Um negócio. Quase “o melhor de todos”, o “maior videoclipe de uma banda de rock em todos os tempos”, o “todo-poderoso”, o “dark-knight dos clipes” e… ok, sem exageros, mas não estou aqui pra brincadeira: assistam, tô pedindo, por favor, vai, só desta vez. Obrigado.