Angústia de relevância

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Só vejo o filme quarta-feira, mas esse comentário sobre o segundo Batman me soou bem plausível. É quase tudo o que penso sobre Batman begins, só que resumido num parágrafo de treze linhas. Cenas infladas, mão pesada e, acima de tudo, a tal angústia de relevância. A comparação com Iñarritu chegou a me dar frio na espinha, o que só aumenta minha desconfiança (olha ela aí de novo) de que esta seqüência agrada a um público com que me identifico cada vez menos – e que o Filipe daria um ótimo diretor de filmes de horror.

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23 comentários em “Angústia de relevância

    Diego disse:
    julho 15, 2008 às 1:26 pm

    Deixa de ser ridículo, Tiago. Que preconceito idiota para alguém que vive de analisar filmes. Um post sobre o primeiro comentário negativo que você lê sobre o filme, e que você interpreta como o “primeiro comentário pé no chão”, só pode ser isso mesmo: preconceito besta. Broxante.

    E, porra, “mão pesada”? “Cenas infladas”? Isso cabe tão bem em A Questão Humana…

    Tiago Superoito respondido:
    julho 15, 2008 às 1:34 pm

    Pior que nem é preconceito, Diego, é que identifiquei no texto problemas que vejo em Batman Begins. E, sei lá, é o mesmo diretor nos dois filmes, né?

    E não é o primeiro comentário negativo que li sobre o filme.

    (Não vi A questão humana).

    Roberto Queiroz disse:
    julho 15, 2008 às 4:46 pm

    Essa angústia foi aumentada de forma proposital pela própria produtora do filme, ao dar um status de “obra-prima” e “homenagem póstuma” ao filme. Eu vi acontecer isso com O Código Da Vinci e deu no que deu. Só espero que o mesmo não se repita aqui.

    Discutir a imprensa?
    http://robertoqueiroz.wordpress.com

    Tiago Superoito respondido:
    julho 15, 2008 às 5:33 pm

    A revista SET já chama de melhor filme de HQ da história.

    Érico disse:
    julho 15, 2008 às 7:55 pm

    Pára de viajar Diego, ele só disse que o comentário soou PLAUSÍVEL, e quando falou de “cenas infladas, mão pesada” tava se referindo à somente uma provável repetição do que acontece em Batman Begins… nada de demais.

    Tiago Superoito respondido:
    julho 15, 2008 às 8:08 pm

    … Já tô acostumado a esses surtos do Diego, Érico, hehe.

    Filipe disse:
    julho 15, 2008 às 8:29 pm

    Porque eu daria um ótimo diretor de filme de terror?

    Tiago Superoito respondido:
    julho 15, 2008 às 8:38 pm

    É que a comparação com o Inarritu me assusta até agora, rapaz.

    Diego disse:
    julho 15, 2008 às 9:52 pm

    Pensei que fosse porque o elogio preferido do Filipe é “parece filme de terror”.

    No mais, não foi surto. Seu post ainda exala preconceito e isso é ridículo.

    (E Érico, “pé no chão” foi o termo usado pelo Tiago ao comentar esse texto no blog do Filipe)

    Tiago Superoito respondido:
    julho 15, 2008 às 9:53 pm

    Ok, Diego. Amanhã devo escrever sobre o filme. Aí falamos de preconceitos, certo?

    Érico disse:
    julho 16, 2008 às 12:13 am

    Lembrando que os termos “cenas infladas” e “mão pesada” foram usados pelo Filipe, o S8 só citou referindo a Batman Begins.

    Não sei o que esse comentário pode ter de tão preconceituoso assim, visto que o Tiago só disse ser um argumento plausível. Acho que conhecer a obra do diretor e o filme antecessor da mesma série (que é ruim), já dá pra elaborar pelo menos algum tipo de “conceito” ou no mínimo alguma expectativa, que aliás essa sim foi a impressão que o post me passou.

    Tiago respondido:
    julho 16, 2008 às 12:44 am

    Acho que é isso, Érico. Mas, indo além do post e do pouco que eu quis dizer com ele, acho que é normalíssimo entrar numa sessão de cinema com algumas idéias, algumas sugestões sobre o filme que se está por ver. Ninguém vê um filme com um olhar “em branco”, totalmente sem expectativas.

    O que acho importante (pra mim, pelo menos) é deixar que o filme fale mais alto e justifique ou quebre as expectativas. Já vivi vários casos em que me surpreendi totalmente pelo filme que vi. “Hancock” foi o mais recente. “Fim dos tempos” outro. “Zodíaco” um dos mais fortes (eu não gosto dos outros filmes do Fincher). E a coisa funciona no sentido contrário também – “Caótica Ana” é um exemplo disso e eu podia ficar listando exemplos a noite toda.

    O que vejo como hipocrisia é alguém afirmar que entra no cinema sem nenhuma expectativa, sem nenhuma opinião prévia sobre o diretor ou sobre algum aspecto do filme. Isso, comigo, acho que nunca aconteceu.

    Diego disse:
    julho 16, 2008 às 1:13 am

    Ninguém consegue, verdade.

    Mas daí a fazer posts em blogs regojizando-se porque, uau, uma opinião de alguém que VIU o filme FINALMENTE BATE com a opinião que você tem mesmo sem você ter assistido ao filme! há um longo caminho (e algumas coisas implícitas).

    O ponto é: cheira a torcida contra só porque o filme vem colecionando elogios de uma caralhada de gente por aí. Síndrome de “do contra” mesmo.

    Acontece com freqüência. E, se parar pra pensar, dá até pra observar um padrão: geralmente os atacados pela turminha são diretores americanos que vieram do circuito indie. Vá entender.

    Só pra constar: você viu Batman Begins e não gostou. EU TAMBÉM! E cá estou defendendo Dark Knight.

    Mas, enfim, já prevejo as duas estrelinhas – talvez uma – de amanhã e comentários jocosos sobre o final grandiloquente (“didático”, diria o Chico, achando que todo mundo sabe tudo de HQs), a voz do Christian Bale (ridícula mesmo), a falta de autoralidade do Nolan e mais alguns clichês-Contracampo-Nova-Crítica.

    Diego disse:
    julho 16, 2008 às 1:16 am

    Nesse caminho:

    Wanted: ***
    Hellboy 2: *
    Space Chimps – Micos no Espaço: ****

    Tiago respondido:
    julho 16, 2008 às 1:26 am

    Hahahaha. Diego. Ok, foram bacanas os comentários.

    Mas sei lá… Você sabe que as coisas não funcionam EXATAMENTE assim.

    Do Nolan eu gosto muito do Amnésia e gosto de Insônia. Não tanto de O grande truque e nem de Batman begins. Mas como O cavaleiro das trevas é uma seqüência de Begins dirigida pelo Nolan… Já dá pra criar uma certa expectativa, não? Da mesma forma como você vira e diz: “Não vou ouvir o disco novo do Beck nem dentro de elevador pq sei que vou odiar”. Né?

    Mas não sei, não vi o filme, só vou saber depois de ter visto. E as opiniões são tão diferentes, Diego… Difícil ficar prevendo. E Space Chimps promete! hehe.

    Tiago respondido:
    julho 16, 2008 às 1:27 am

    E Nolan é inglês.

    Érico disse:
    julho 16, 2008 às 1:40 am

    Diego, você está errado, errado, errado…

    Diego disse:
    julho 16, 2008 às 2:04 am

    Tem “geralmente” na frase. Eu pensei no Iñarritú também (apesar de eu ser um dos que atacam os filmes recentes dele0.

    Tiago respondido:
    julho 16, 2008 às 2:12 am

    Puts, eu espero não ver nada de Iñarritu nesse filme, deus do céu.

    Diego disse:
    julho 16, 2008 às 2:20 am

    Não tem nada de Iñarritu, acho que o Filipe exagerou.

    Filipe disse:
    julho 16, 2008 às 2:34 am

    Ei, eu nunca disse que tinha uma influencia de Iñarritu no filme! Eu citei só Os Intocaveis.

    Tiago respondido:
    julho 16, 2008 às 2:41 am

    As comparações em torno desse filme me parecem tão esdrúxulas. O próprio Nolan comparou a ‘Fogo contra fogo’, ‘Lawrence da Arábia’, ‘Poderoso chefão 2’, ‘O império contra-ataca’ e ‘Estranho no ninho’. Um samba do cinéfilo-de-ocasião doido.

    alves, le roi disse:
    julho 16, 2008 às 4:41 am

    seu blogue é o mais próximo que qualquer outro brasileiro (na categoria, evidentemente) chegará do de girish.

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