Dia: julho 3, 2008

Clipe: ‘Rat is dead’ CSS

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É tudo muito simples: no primeiro clipe do álbum Donkey, o CSS (vamos chamá-los só desse jeito daqui em diante?) mata um rato. Mas, entre a primeira e a última cena, algo além disso acontece. Descobrimos, por exemplo, que nossa banda for export decidiu empunhar guitarras e prestar homenagens explícitas aos anos 90. Se o disco seguir essa linha, que tal um revival de L7? Babes in Toyland, onde estão vocês? Tudo bem. Se o Linkin Park tentou algo parecido, por que não pode? Você ouve a música e entende imediatamente por que eles regravaram Cannonball, do Breeders. No vídeo (que não é um Alala), o visual tem um quê de new rave. Mas new rave não tinha morrido?

Jogo de amor em Las Vegas *

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Me fez gostar ainda mais do Antes só do que mal casado, dos Farrelly. E nem estou falando nos discursos dos filmes – Jogo de amor em Las Vegas nunca teria um desfecho tão deliciosamente incorreto, por exemplo -, mas em como diretor (que se chama Tom Vaughan, mas isso não faz diferença alguma) parece incapaz de imprimir ritmo ágil e um tom minimamente ácido a uma trama que, na maior parte do tempo, se limita a mostrar um casal se estapeando.

Parece exagero, mas o trailer me soa mais engraçado e bem resolvido que o longa-metragem em si – tudo o que você precisa saber sobre o filme está na campanha publicitária. Quando cruza a fronteira entre o humor grosseiro e a comédia romântica, o diretor o faz com esforço sobrenatural. Dá pena de ver.

(Mas cômico mesmo foi o comportamento do público na sessão. Deus, o que acontece? Na fila de trás, um sujeito decidiu competir com Cameron Diaz e Ashton Kutcher num falatório interminável via celular que acabou rendendo uma resenha em tempo real, e bastante positiva, sobre o filme. “Eles brigam à beça, mas acho que eles vão ficar juntos no final”, comentou o pateta. À saída, notei que muita gente simplesmente não havia entendido as cenas dos créditos finais, que mostram eventos que acontecem SEIS MESES ANTES – assim, em letras garrafais – do desfecho da trama. “Quer dizer que, depois de tudo, eles ainda inventaram de casar em Las Vegas de novo?”, observou uma cinéfila desatenta. Puts. Daí para o enigma indecifrável que muitos encontraram nos 30 minutos finais de Onde os fracos não têm vez… Desisto, viu).