Um plano brilhante *

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Em filmes sobre golpes ambiciosos, você sabe o que vai encontrar: uma trama sustentada em cinco ou seis reviravoltas, uma galeria personagens ambíguos, situações pouco plausíveis e Michael Caine. Caine fez Um plano brilhante antes do ainda inédito (e tenebroso) Um jogo de vida ou morte, que também conta a história de um golpe ambicioso. Deve mesmo ser um desafio trabalhar com um gênero tão banalizado quanto as comédias românticas sobre casamento e as fitas de horror estreladas por fantasminhas orientais.

Nosso circuito tem filme sobre golpes ambiciosos, comédias românticas de casamento e fitas de horror com espíritos malvadinhos. E anda tão raquítico que tem neguinho delirando até com o novo Kar-wai.

Este Um plano brilhante é o que se espera de uma produção sobre planos perfeitos. A diferença é que Michael Radford (de O carteiro e o poeta) dirige pulp fiction com a mão pesada de quem comanda um telefime do Hallmark Channel. Quando a trama fica simplesmente absurda (você roubaria a senha do principal cofre de diamantes do planeta sem se preocupar com impressões digitais?), o filme não demonstra leveza ou senso de humor. Mas tem momentos divertidos. Nas cenas em que, por exemplo, Demi Moore aparece com uns 80 anos de idade, maquiagem pesadíssima e aquele tipo de interpretação compenetrada de quem implora por um Oscar. Saudades de Proposta indecente (N.E.: Sério, Tiago?)

E Michael Caine? Você sabe o que vai encontrar.

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