Dia: março 21, 2008

‘Antidotes’ Foals **

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foalspeq.jpgEles não são Strokes nem Klaxons nem nada, mas criou-se um hype tão exagerado em torno da estréia do Foals que a banda passou a carregar a responsabilidade monumental de salvar o rock inglês em 2008. E, infelizmente, levou a missão a sério. Daí que Antidotes, um típico álbum irregular de estréia, não foi defendido com entusiasmo nem pela New Musical Express, que engordou as expectativas de que o quinteto se transformaria na maior revelação do ano (eles ganharam uma capa antes do lançamento do disco).

Para a NME e congêneres, o Foals seria a resposta britânica para o math rock norte-americano, liderado hoje pelo Battles. O grupo chegou a gravar uma primeira versão do disco com o produtor Dave Sitek, do TV on the Radio, mas rejeitou o resultado e decidiu arrumar a casa por conta própria. A estratégia desengonçada talvez explique a falta de foco do disco, e acaba ressaltando o lado mais conservador da banda, que às vezes soa como derivação de Bloc Party. Mas há ótimos momentos (os mais despreocupados e juvenis) em que eles se libertam das cobranças e se divertem, como em Cassius e The french open. A exemplo de nove entre dez bandas britânicas, perigam ser atropelados pela aflição alheia antes de amadurecerem.

PS: Desde o início do blog, era uma intenção minha escrever sobre todos os discos e filmes que eu ouvia e via. Mas o tempo anda escasso e, além do mais, percebo que muitos dos discos e filmes interessam apenas a uma parcela mínima dos já poucos leitores deste blog. A partir de agora, vou deixar de escrever sobre alguns dos lançamentos listados no meu log. Se vocês quiserem comentários sobre algum caso específico, basta pedir que escrevo. Estamos conversados?

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