Dia: março 1, 2008

Lars and the real girl **

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Sei que não interessa ainda a quase ninguém, já que (ainda?) não chegou aos cinemas e poucos o viram. Mais serei breve. É daqueles típicos filmes que são indicados ao Oscar de roteiro original e a mais nada além disso – o texto de Nancy Oliver se exibe de tal forma que quase todos os outros elementos da produção soam como ornamentos da trama. Dito isso, é muito curiosa a forma como Oliver desenvolve uma premissa que, como já disseram, renderia um esquete de cinco minutos do Saturday Night Live. No início, o personagem solitário – apaixonado por uma boneca de plástico, e toda a narrativa se sustenta nessa estranheza – é tratado como motivo de piada. Mas, quando o humor naturalmente se dilui (e isso acontece muito rápido), o filme dobra a esquina e se transforma em uma fábula à Frank Capra, otimista e sentimental.

Vale sublinhar as palavras otimista e sentimental. Quando tenta emocionar, o filme usa uma artilharia de truques baratos. De qualquer forma, a atuação de Ryan Gosling tem momentos tão inspirados que desviam um pouco a nossa atenção das piruetas do roteiro. Só às vezes, porém.