Dia: fevereiro 17, 2008

The economist ***

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Nem tenho muito a filosofar sobre o episódio, já que ele parece um prolongamento dos dois anteriores – no sentido de estabelecer uma narrativa paralela “no futuro” e investir muito no destino dos personagens que conseguiram escapar da ilha. O diferente, no caso, é que os flashforwards jogam com uma estética também paralela, a de um thriller de espionagem. É como se Sayid, agora na pele de um assassino profissional, tivesse caído num capítulo de 24 horas.Esse contraste entre as narrativas de dentro e fora da ilha, que caiu como bênção na primeira temporada, retorna afiado.

E hoje, ironicamente, a ação na ilha parece até tímida perto do que acontece no “mundo real”.

Particularmente, fiquei um pouco decepcionado com a forma como decidiram tirar do ostracismo o Sayid, meu personagem favorito da primeira temporada. Para quem não lembra, a “missão” dele na ilha parecia ser a de confrontar um passado de torturador com a necessidade de agir em prol da coletividade. Quando condenam o anti-herói novamente à condição de um monstro violento, quase um pit-bull, os criadores da série limam toda a complexidade do personagem. Na lógica determinista de Lost, é como se ele carregasse o gene da brutalidade. Hmm.

Agora, retornando a 24 horas, a cena final lembra o tipo de desfecho deliciosamente cruel que virou marca registrada das piruetas de Jack Bauer. É uma baita revelação, devidamente acompanhada de um efeito sonoro nada sutil (eu pensei que o teto do meu quarto estava desabando) e que confirma, mais uma vez, como a série acelerou incrivelmente desde o final da terceira temporada. Eu, o mais aborrecido dos seres vivos, ainda não tenho do que reclamar.