Dia: novembro 13, 2007

O magnata °

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“Eu tiro onda, eu pego onda”, galanteia o anti-herói deste O magnata.

É o filme “escrito por Chorão”. Soa como um alerta: devemos esperar deste roteiro o que encontramos em uma típica canção do Charlie Brown Jr. Nesse ponto, Johnny Araujo cumpre a promessa de ilustrar o imaginário eternamente juvenil e pueril (nessa altura, caso clínico de adolescência tardia) do vocalista, 37 anos de idade. Tem skate, tem mulher pelada, tem revólver no porta-luvas da Ferrari, tem edição à videoclipe e uma referência truncada a jogos de videogame. Não deveria ser exibido em cinemas, mas em lan houses, shows de hardcore e telões de bares.

Não é filme para ser visto com atenção. Nesse caso, a experiência é desastrosa. É o Cinderela baiana do rock nacional – isso se Cinderela baiana tivesse sido produzido pelos Gullane (e aí seria inevitável a presença de Maria Luisa Mendonça, por exemplo). A premissa se resume a uma grande lição de moral (um alerta para que não se siga o “caminho do mal”) em pele de “retrato de geração”. E fica a pergunta: com a colaboração de quatro roteiristas (entre eles, Bráulio Mantovani), o que Chorão realmente teria escrito?

Ou melhor: Chorão escreve?