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	<title>meu nome não é superoito</title>
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	<description>Filmes, discos, metalinguagem etc. Por Tiago Superoito.</description>
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		<title>meu nome não é superoito</title>
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		<title>Two dancers &#124; Wild Beasts</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 14:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-3331" title="wild" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/12/wild.jpg?w=135&#038;h=135" alt="" width="135" height="135" />Fico um pouco incomodado quando noto que poucas são as vezes em que sou tomado pelo desejo incontrolável de convencer o maior número possível de pessoas a ouvir um disco que, pelo menos por alguns dias (ou algumas semanas, algumas horas), soa como o melhor do mundo. Deveria ocorrer com mais frequência. Ao contrário do que imaginam aqueles que criticam os ouvintes compulsivos (pobres reféns das novidades!), é uma característica da boa música pop o poder de provocar paixões instantâneas e às vezes inexplicáveis. Não razão para termos vergonha disso.</p>
<p>Sejamos piegas: é um tipo encantamento.</p>
<p>Recentemente, poucos álbuns me derrubaram de modo tão imediato. Lembro do efeito (entorpecente?) provocado por <em>Merriweather Post Pavillion</em>, do Animal Collective, por <em>Bitte orca</em>, do Dirty Projectors e, num espaço maior de tempo, <em>Veckatimest</em>, do Grizzly Bear (que, hoje, está entre meus cinco favoritos do ano). Discos que cobraram demonstrações de fidelidade, tomaram quase todo o meu tempo, incendiaram minha rotina e, subitamente, sem que eu pudesse controlá-los, compuseram a trilha sonora de um período da minha vida.</p>
<p>Pois bem, meus amigos: <em>Two dancers</em>, o segundão do Wild Beasts, é esse tipo de flechada.</p>
<p>E, de longe, a mais inesperada do ano. Nos casos do Animal Collective e do Grizzly Bear, eu estava predisposto a me deixar levar – e, com o Dirty Projectors, foi como descobrir um universo. Já o affair com o Wild Beasts só pode ser catalogado como amor à segunda vista.</p>
<p>O primeiro dos ingleses, <em>Limbo, panto</em>, provocou em mim alguma admiração: o disco tentava soar barroco, excêntrico, pedante de um jeito que só os ingleses sabem soar. Poderia ser apresentado como trabalho de conclusão de curso em faculdade de Artes. Este segundo, menos exibicionista (e, se vocês quiserem, mais convencional), me fez assistir a praticamente todos os vídeos da banda disponíveis no YouTube, ler entrevistas, encomendar camisetas, me alistar no fã-clube e recomendá-lo a pelo menos cinco pessoas num período de menos de três horas. Paixonite das brabas.</p>
<p>Vá entender.</p>
<p>O pior é que quase esnobei o disco antes de conhecê-lo. Há alguns meses, fiz o download e ouvi sem muita atenção. Deixei de lado. Parecia mais uma banda britânica com as ambições de assimilar alguns elementos do heavy metal, do art rock e do goth rock (falsetos, temas épicos, pompa, sombras e refrões monumentais) a um formato pop contemporâneo, <em>radio friendly</em>. Eu, que temo a multiplicação de Elbows, Horrors e Muses, lamentei o fato de que o disco havia conquistado unanimidade entre os críticos ingleses. Pensei: veja lá, mais um. E guardei-o no porão do meu iPod, aos deus-dará.</p>
<p>Por um desses empurrões do acaso, calhei de esbarrar no disco (quase tarde demais!) e foi aí que notei o quanto eu estava enganado. Sorte a minha. O que faz de Two dancers um belíssimo disco é exatamente a capacidade de soar misterioso e sutil dentro de um formato assumidamente comercial, acessível. É um caso muito raro de álbum que mira a multidão (os fãs do Coldplay, digamos) sem perder a ternura ou a dignidade. Um dos traços mais interessantes do disco de estreia deles – canções que identificam sintomas de horror em situações do cotidiano – é ressaltado de uma forma ainda mais incômoda. Trata-se de um disco pop de aparente placidez, de fácil digestão, mas profundamente perturbado e enigmático.</p>
<p>Estamos acostumados a nos deslumbrar com discos que nos transportam para ambientes desconhecidos, fantásticos. Mas quantas são as vezes em que encontramos álbuns que nos surpreendem simplesmente por interpretar nosso mundo a partir de perspectivas inusitadas? <em>Two dancers</em> merece um lugar na prateleira de <em>Boxer</em>, do The National, e <em>Everything must go</em>, do Manic Street Preachers.</p>
<p>A crônica quase surrealista do Wild Beasts é povoada por temas sacados do noticiário (<em>The fun power plot</em>, que abre o disco, é inspirado numa manifestação de pais pela custódia dos filhos), personagens marginais (há quem interprete <em>Hooting and howling</em> como o perfil de um skinhead) e imagens de sonho (<em>When I’m sleepy</em>). Uma Inglaterra siderada, mas plausível (daí o susto). Esse lirismo de olhos bem abertos combina com a sonoridade cristalina do disco, que troca os excessos pela polidez em melodias circulares, efeitos sonoros discretos (com um quê de funk, às vezes), um jogo discreto de vocais (tanto Hayden Thorpe quanto Tom Flemming são excepcionais) e riffs de guitarra que chegam apenas quando precisamos desesperadamente deles.</p>
<p>Em apenas 37 minutos, não há faixas perdidas. Todas elas têm algum momento extraordinário: do vocal emocionado de <em>Hooting and howling</em> ao arranjo assimétrico de <em>This is our lot</em> (uma belíssima canção juvenil na tradição dos Smiths), dos vocais cavernosos de <em>All the king’s men</em> à delicadeza de Empty nest, a banda tira o máximo proveito dos limites que impõem ao disco. Na estreia, eles provaram que podem soar muito mais exóticos. Agora, o momento é de encontrar o foco, afinar o estilo. E <em>isso</em> podemos chamar de desafio.</p>
<p>Se bem que sou suspeito para falar: há uma semana, é só o que ouço. E, se você quer saber os aspectos mais irritantes deste grande disco, pergunte-me em 15 dias. Eles existem. Mas paixão é paixão.</p>
<p><span style="color:#800000;">Segundo disco do Wild Beasts. 10 faixas, com produção de Richard Formby e Wild Beasts. Domino Records. 8.5/10</span></p>
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		<title>Superoito express (14)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 10:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Um cadinho de discos e (surpresa!) filmes. Tudo o que vocês queriam, eu sei. Mas adianto que o próximo Express é que vai bombar, com o bonde das perigosas liderado por Rihanna e Mallu Magalhães. Neste aqui, para nosso azar, muito macho muderno arranhando guitarra/violão e brincando com maquininhas eletrônicas. Até lá, então.
Beast rest fourh mouth &#124; Bear in [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3323&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="size-full wp-image-3322 alignnone" title="bearinheaven" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/12/bearinheaven.jpg?w=454&#038;h=283" alt="" width="454" height="283" /></p>
<p>Um cadinho de discos e (surpresa!) filmes. Tudo o que vocês queriam, eu sei. Mas adianto que o próximo Express é que vai bombar, com o bonde das perigosas liderado por Rihanna e Mallu Magalhães. Neste aqui, para nosso azar, muito macho muderno arranhando guitarra/violão e brincando com maquininhas eletrônicas. Até lá, então.</p>
<p><span style="color:#800000;"><strong>Beast rest fourh mouth</strong></span> | Bear in Heaven | 7.5 | Quando uma banda experimental aceita o desafio de baixar a guarda e soar mais acessível, todo desastre é possível. Mas não é o que acontece com este quarteto do Brooklyn, que faz a transição com muita segurança num disco que soa como um cruzamento da base ritmica do TV on the Radio (também do Brooklyn, o que nos faz supor que realmente contaminaram a água da cidade) com os momentos mais melódicos do Sonic Youth. <em>Lovesick teenagers</em> é uma das canções mais tocantes do ano &#8211; não à toa, é centro nevrálgico do álbum.    </p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Seek magic</span></strong> | Memory Tapes | 7 | O projeto de Davye Hawk é uma caixinha de música de infinitas possíbilidades, que oscila da eletrônica abstrata ao pop (e uma certa obsessão pelas linhas de guitarra do New Order). Quase sublime, recomendadíssimo, mas eu gostaria muito de ouvir um disco dele que expandisse a doçura das duas últimas faixas: a excelente <em>Plain material</em>, que rolaria fácil na programação de qualquer rádio de bom gosto, e a seguinte, <em>Run out</em>.</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Psychic chasms</span> </strong>| Neon Indian | 6.5 | Falando em caixinha de música&#8230; Aconselho não ouvir este projeto de Alan Palomo (conhecido como VEGA) junto com o disco do Memory Tapes. Pode parecer minúsculo. Ainda assim, a graça deste álbum-miniatura é essa: soa como um saboroso aperitivo, talvez afetado por uma excessiva reverência ao Daft Punk de <em>Discovery</em>. Mas não dá pra reclamar de uma referência dessas.</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Little moon</span></strong> | Grant-Lee Phillips | 6 | Acompanhar a carreira solo de Phillips continua enervante para quem, como eu, admirava a cuidadosa construção da <em>obra</em> do Grant Lee Buffalo. Longe das antigas responsabilidades, o sujeito continua soando como o trovador andarilho de <em>Gilmore Girls</em>: faz discos tão despretensiosos que poderiam ter sido gravados no improviso, depois da janta, com as crianças ao redor da fogueira. A falta de grandes ambições poe ser sinal de maturidade (ninguém quer mais dominar o mundo pop, certo?), mas Phillips ainda não conseguiu converter esse tom informal em algo verdadeiramente memorável. De qualquer forma, <em>Little moon</em> é uma tentativa até digna de &#8220;folk rock adulto contemporâneo de sala de estar&#8221;, e lembra o clima burlesco do último disco do Buffalo, <em>Jubilee</em>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3325" title="julie" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/12/julie.jpg?w=454&#038;h=142" alt="" width="454" height="142" /></p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>Julie &amp; Julia</strong> </span>| Nora Ephron | 6 | Uma fantasia (em tom pastel) sobre mulheres incrivelmente corajosas, homens incrivelmente gentis e um blog incrivelmente popular que, inveja!, soma 53 comentários num post sobre lagostas. Inspirado em duas histórias reais? Só pode ser tudo mentira. Fico com a cena em que Julie, ainda sem as manhas do Blogspot, admite que sente como se estivesse escrevendo para um &#8220;gigantesco vácuo&#8221;. <em>Isso</em> é real.</p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>2012 </strong></span>| Roland Emmerich | 4.5 | Bateu saudades de <em>Presságio</em>, claro - ao contrário deste playground aqui, o filme de Alex Proyas devasta o mundo com algum pesar.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Lua nova</span> </strong>| Chris Weitz | 4.5 | Entrará para os anais de Hollywood como o filme de vampiros mais piegas e juvenil de todos os tempos (e ouvir Thom Yorke metido nesse lengalenga romântico deu um pouco de vergonha-alheia). Vampiros e lobisomens também discutem a relação.</p>
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		<title>Phrazes for the young &#124; Julian Casablancas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 23:33:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se depender das listas de melhores discos da década que foram publicadas até agora, deveríamos chegar à seguinte conclusão: por acidente ou mágica, o Strokes concebeu um dos maiores álbuns dos últimos dez anos (a estreia, Is this it, de 2001) e, logo em seguida, provou ser uma banda de rock menos interessante do que imaginávamos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3317&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://superoito.files.wordpress.com/2009/12/julian.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3320" title="julian" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/12/julian.jpg?w=135&#038;h=135" alt="" width="135" height="135" /></a>Se depender das listas de melhores discos da década que foram publicadas até agora, deveríamos chegar à seguinte conclusão: por acidente ou mágica, o Strokes concebeu um dos maiores álbuns dos últimos dez anos (a estreia, <em>Is this it</em>, de 2001) e, logo em seguida, provou ser uma banda de rock menos interessante do que imaginávamos. Em resumo: eles nos desapontaram. E, sem fôlego ou talento (ou ambos), acabaram pisoteados por contemporâneos como White Stripes e Yeah Yeah Yeahs.</p>
<p>É exatamente este o problema das listas de melhores: elas simplificam <em>tudo</em>.</p>
<p>A história, obviamente, não aconteceu dessa forma – ainda que possamos, e com razão, entender a saga dos Strokes como uma canção que começou em tom maior e, depois do primeiro refrão explosivo, acabou se desenrolando com alguma melancolia. Mas quem se prende ao impacto de <em>Is this it</em> perde uma parte dramática dessa trama: a partir do segundo álbum, os nova-iorquinos ressaltaram o tom confessional, dolorido, de um estilo que, até então, escondia essa carga de amargura e desespero sob camadas de (brilhantes) artifícios. A armadura cedeu.</p>
<p>Preste atenção sobretudo a <em>Room on fire</em>, de 2003, o segundo disco: é ali que o Strokes descobre em Julian Casablancas um band leader disposto a comparilhar angústia. O álbum abre com os versos “I wanna be forgotten, and I don’t want to be reminded” (“Eu quero ser esquecido, e não quero ser lembrado”), de <em>What ever happened</em>, e fecha com uma faixa intitulada <em>I can’t win</em> (Eu não posso vencer). Algo andava errado com Julian, mas estávamos todos entretidos demais para notar.</p>
<p>O disco seguinte, <em>First impressions of Earth</em> (2006), que soava como um esforço conjunto, amenizou a turbulência emocional do vocalista. Mas a crise criativa se fez mais audível que nunca num disco disforme, excessivamente longo, que lutou contra os limites da própria banda e perdeu a briga. Não é de se admirar que Julian tenha ficado em silêncio nos três anos seguintes, enquanto o guitarrista Albert Hammond Jr gravava dois trabalhos que, no máximo, provavam que era ele o autor de muitos dos riffs econômicos e afiados da banda. Mas e a alma do Strokes? A força vital que fazia da banda uma máquina dançante <span style="text-decoration:underline;">e</span> agoniada? Rodrigo Amarante que me perdoe, mas não a encontramos em nenhum lugar.</p>
<p>É assim que finalmente chegamos a <em>Phrazes for the young</em>, um exercício de tentativa-e-erro que, apesar de todos os deslizes, mostra didaticamente a importância de Julian para o Strokes. Lembro que, no primeiro álbum da banda, muitos tratavam o vocalista como um garoto-propaganda, um poser bem-nascido que cumpria preguiçosamente o papel de frontman. Nada mais equivocado. No primeiro disco solo, ele não apenas demonstra um tipo raro de inquietação criativa (e acaba atirando para todos os lados, sem dó) como comprova que, sem ele, o Strokes seria uma banda estilosa, cool e divertidíssima, mas sem coração.</p>
<p>O disco abre, talvez para nos convencer disso, com uma faixa que parece dar sequência à fúria autodepreciativa de <em>Room on fire</em>: <em>Out of the blue</em> começa com o verso “Somewhere along the way, my hopefulness turned to sadness” (“Em algum ponto do caminho, minha esperança se transformou em tristeza”), o que soa, no mínimo, sintomático. A canção desce gloriosamente a ladeira com um misto de orgulho ferido, empáfia e franqueza. “É isso o que acontece com a maior parte das pessoas no mundo”, ele conta. Um príncipe caído. No final do disco, Julian diz sentir-se um turista em qualquer lugar onde vá. Não sei o que vocês pensam sobre isso, mas eu entendo. E é triste.</p>
<p>Acredito que poucos tenham se preocupado com as letras das canções gravadas pelos Strokes, daí a dificuldade de entender que elas carregavam um subtexto sombrio – eram, quando não se metiam em caminhos impressionistas, retratos de um certo desencanto com a idade adulta. O disco de Julian explicita essa sensação. “Estou a caminho de algum lugar. À esquerda e à direita no escuro”, admite, em <em>Left and right in the dark</em>.</p>
<p>Não é desta vez, no entanto, que Julian gravou um <em>Blood on the tracks</em>. A sonoridade que acompanha as letras é quase sempre luminosa, decalcada descaradamente de pop rock oitentista (o início de <em>11th dimension</em>, por exemplo, lembra Van Halen) e com frufrus musicais que lembram luzes pisca-pisca, chamando repetidamente a nossa atenção para os efeitos especiais. Musicalmente, Julian parece ter desenhado o álbum como um antídoto aos discos do Strokes: as faixas são longas e rebuscadas, o tom é de experimentação (o miolo do disco é country rock desajeitado, talvez cortesia de Mike Mogis, do Bright Eyes, que colaborou na produção) e há até algumas bizarrices eletrônicas que lembram o Thom Yorke de <em>The eraser</em> (<em>River of brakelights</em> é o parente mais próximo), com loops repetitivos no lugar dos acordes de guitarra.</p>
<p>No fim da aventura (que, para o meu gosto, soa mais vibrante que o terceiro disco do Strokes), ficamos com um perfil contraditório de Julian: quando lemos os versos, encontramos a ressaca de um ídolo; se paramos de prestar atenção neles, ouvimos um disco tão hiperativo quanto o mais recente do The Killers. É isso e não é. A ambiguidade e a coragem de Julian fazem deste um álbum para colocarmos naquela prateleira quase vazia dos projetos solo que não se contentam com qualquer rascunho. É um disco completo, inteiro.</p>
<p>Podemos confiar em Julian. E, pelo menos aqui, ele nos deixa com a impressão de que o melhor está por vir.</p>
<p><span style="color:#800000;">Primeiro álbum solo de Julian Casablancas. 8 faixas, com produção de Jason Lader. Rough Trade/RCA. 7.5/10</span></p>
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		<title>Heaven can wait &#124; Charlotte Gainsbourg e Beck</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 17:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipe]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Beck]]></category>
		<category><![CDATA[Charlotte Gainsbourg]]></category>
		<category><![CDATA[Heaven can wait]]></category>
		<category><![CDATA[Keith Schofield]]></category>
		<category><![CDATA[Psicodelia]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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Antes que 2009 termine e a frase perca o sentido: taí um dos clipes mais bacanas do ano. O Beck fez vídeos interessantes desde Guero, mas os ares psicodélicos/surrealistas de discos como The information e Modern guilt foram finalmente convertidos em imagens. Sei que vocês já viram, mas não custa lembrar que a belezura é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3312&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://superoito.wordpress.com/2009/12/01/heaven-can-wait-charlotte-gainsbourg-e-beck/"><img src="http://img.youtube.com/vi/fi20N3idp44/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Antes que 2009 termine e a frase perca o sentido: taí um dos clipes mais bacanas do ano. O Beck fez vídeos interessantes desde <em>Guero</em>, mas os ares psicodélicos/surrealistas de discos como <em>The information</em> e <em>Modern guilt</em> foram finalmente convertidos em imagens. Sei que vocês já viram, mas não custa lembrar que a belezura é dirigida por Keith Schofield. Boa viagem.</p>
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		<title>Diário &#124; Superoito no Festival de Brasília</title>
		<link>http://superoito.wordpress.com/2009/11/18/diario-superoito-no-festival-de-brasilia/</link>
		<comments>http://superoito.wordpress.com/2009/11/18/diario-superoito-no-festival-de-brasilia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 09:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Abertura]]></category>
		<category><![CDATA[Diário apressado]]></category>
		<category><![CDATA[Drops]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Barreto]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Lula o filho do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Sessão tumultuada]]></category>

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		<description><![CDATA[Anotações sobre os filmes do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Minha semana será integralmente dedicada à mostra. Infelizmente, não terei tempo para escrever textos grandes. Se eu sobreviver, estarei dentro deste post até quinta que vem.
24/11
Premiação &#124; Era o que se esperava do júri (formado por, entre outros, Caio Gullane e Flávio Tambellini): a consagração [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3290&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Anotações sobre os filmes do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Minha semana será integralmente dedicada à mostra. Infelizmente, não terei tempo para escrever textos grandes. Se eu sobreviver, estarei dentro deste post até quinta que vem.</p>
<div id="attachment_3291" class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><a href="http://superoito.files.wordpress.com/2009/11/lula.jpg"><img class="size-full wp-image-3291" title="lula" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/11/lula.jpg?w=454&#038;h=283" alt="" width="454" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">&#39;Lula, o filho do Brasil&#39;: começamos mal</p></div>
<p><strong>24/11</strong></p>
<p><strong>Premiação</strong> | Era o que se esperava do júri (formado por, entre outros, Caio Gullane e Flávio Tambellini): a consagração de um cinema de forte apelo popular. <em>É proibido fumar </em>levou oito prêmios do júri oficial (melhor filme, roteiro, atuações e crítica, entre os principais) e <em>Filhos de João</em> ficou com um prêmio especial de júri e júri popular. Evaldo Mocarzel levou o Candango de direção por <em>Quebradeiras</em> e<em> A falta que me faz</em> foi ignorado. Entre os curtas, uma surpresa: <em>Ave Maria</em>, de Camilo Cavalcante, levou o prêmio principal. Mas <em>Recife frio</em>, do Kleber Mendonça Filho, saiu com júri popular, direção, crítica e o Saruê, entregue pela equipe do <strong>Correio Braziliense </strong>ao melhor momento da edição.</p>
<p><strong>23/11</strong></p>
<p><strong>A falta que me faz</strong> | Marília Rocha | 7 | A história do encontro entre uma equipe de cinema e quatro adolescentes da Serra do Espinhaço, no norte de Minas. Aparentemente simples (e plácido), mas de engenharia complexa, o doc impressiona pela relação de cumplicidade criada entre quem faz o filme e as pessoas que aparecem na tela. No fim da viagem, notamos que não há mais distância entre esses e aqueles: as incertezas das personagens são também nossas. O melhor longa exibido na edição do festival &#8211; e um que eu gostaria de ver novamente.</p>
<p>E os curtas <strong>Azul</strong> (5), de Eric Laurence, que me lembrou muito o lirismo calculado de Casa de areia, e o doc sobre o universo brega <strong>Faço de mim o que quero </strong>(4), de Sérgio Oliveira e Petrônio Lorena, que é uma colagem de tipos excêntricos.</p>
<p>Hoje sai o resultado. Espero que <em>Recife frio</em> e <em>A falta que me faz</em> levem alguma coisa.</p>
<p><strong>22/11</strong></p>
<p><strong>É proibido fumar</strong> | Anna Muylaert | 6 | Uma crônica paulistana saborosa que, subitamente, desvia para uma trilha mais sombria e menos plausível. Soa como uma versão soft de <em>Durval discos</em> &#8211; aqui, também prefiro o lado A ao lado B.</p>
<p>E os curtas<strong> Carreto </strong>(6), de Marília Hughes e Claudio Marques, que acerta no tom de delicadeza, e <strong>A noite por testemunha</strong> (4.5), de Bruno Torres, que reconstitui um caso chocante (o assassinato de um índio em Brasília por um grupo de adolescentes de classe média) com perplexidade e truques visuais de fitas de ação.</p>
<p><strong>21/11</strong></p>
<p><strong>Homem mau dorme bem</strong> | Geraldo Moraes | 4 | Folhetim de beira de estrada &#8211; truncado e ingênuo demais para ser levado a sério  (mas, em matéria de humor involuntário, é nota 10).</p>
<p>E os curtas <strong>Verdadeiro ou falso</strong> (5), de Jimi Figueiredo, que é uma piada cínica sobre relações amorosas, e o genial<strong> Recife frio</strong> (8.5), de Kléber Mendonça Filho, um falso documentário hilariante (e assustador) que imagina um futuro friorento para a cidade pernambucana. Um dos melhores filmes que vi no Festival de Brasília desde quando acompanho a mostra, em 1992 (e o Kléber usa extamente a mesma sinfonia de Beethoven que rola em <em>Presságio</em>: mera coincidência?).</p>
<p><strong>20/11</strong></p>
<p><strong>Quebradeiras</strong> | Evaldo Mocarzel | 5.5 | Depois de dirigir uma dezena de documentários socialmente inflamados (com muitas entrevistas, diálogos), Mocarzel tenta uma &#8220;ruptura radical&#8221; e usa tom lírico, câmeras estáticas, planos longos, cenas de natureza exuberante, silêncios e tudo o que supostamente distancia a arte do jornalismo. Esforço curioso, mas fico com a impressão de que o cineasta troca uma fórmula por outra.</p>
<p>E os curtas <strong>Dias de greve</strong> (5.5), de Adirley Queirós, que tem o mérito de filmar Ceilândia de dentro para fora (mas a ficção parece genérica), e <strong>Ave Maria ou Mãe dos sertanejos</strong> (6), de Camilo Cavalcante, que edita imagens do sertão num fluxo musical que deixa tudo mais interessante.</p>
<p><strong>19/11</strong></p>
<p><strong>Perdão, mister Fiel</strong> | Jorge Oliveira | 5 | Uma boa reportagem sobre o caso Manoel Fiel Filho e a tortura militar no Brasil &#8211; o depoimento do Lula, por exemplo, vale mais que todo o longa do Fábio Barreto. Mas a &#8220;aula de História&#8221; mostra total desinteresse pela linguagem do cinema e, por isso, parece deslocada no festival. A cenas de dramatização dos fatos, no estilo <em>Linha direta</em>, são risíveis.</p>
<p>E os curtas <strong>Bailão</strong> (6), de Marcelo Caetano, que é um doc com ótima ideia (dar voz a uma geração que nasceu e continua à margem de tudo) e só, e <strong>Água viva</strong> (4), de Raul Maciel, projeto universitário cheio de metáforas &#8220;criativas&#8221; e &#8220;sensíveis&#8221; sobre o desabrochar da sexualidade.</p>
<p><strong>18/11</strong></p>
<p><strong>Filhos de João, admirável mundo novo baiano</strong> | Henrique Dantas | 5.5 | O filme não é tão sofrível quanto o título: existe uma qualidade doméstica, afetuosa neste doc sobre os Novos Baianos que quase compensa a superficialidade do projeto. Para iniciados, é dispensável (e o excesso de trechos engraçadinhos de depoimentos me lembrou<em> Glauber, o filme &#8211; Labirinto do Brasil</em>). Mas é um retrato arejado, leve, apesar de tudo.</p>
<p>E os curtas <strong>Homem-bomba</strong> (4), de Tarcísio Lara Puiati, que falha no salto do realismo para a fantasia, e <strong>Amigos bizarros do Ricardinho</strong> (5.5), de Augusto Canani, que é divertido e tudo, mas deveria se chamar <em>Quero ser Wes Anderson</em>.</p>
<p><strong>17/11</strong></p>
<p><strong>Lula, o filho do Brasil</strong> | Fábio Barreto | 4.5 | Acompanho o Festival de Brasília desde 1992 e esta foi a sessão de abertura mais concorrida (e desorganizada) que vi. O Teatro Nacional, que lota com cerca de 1,3 mil pessoas, recebeu 1,8 mil convidados &#8211; com área VIP de 400 lugares para o governo federal. Antes da projeção, Luiz Carlos Barreto fez um discurso apocalíptico e avisou que todos os espectadores ali entulhados corriam perigo de tragédia. Ninguém deu bola para a recomendação, muitos o vaiaram e o filme começou nesse clima de excitação e feira-do-milho típicos do festival. O curioso é que, durante o filme, a plateia não se manifestou em nenhum momento - no desfecho, os aplausos foram protocolares. O que aconteceu?</p>
<p>O longa tem sim potencial para blockbuster (sabemos que o público adora ir ao cinema para conhecer histórias de pessoas que ele já conhece), é produzido com a &#8220;sofisticação&#8221; de uma minissérie da Globo e carrega no melodrama (volta e meia, acaba despencando no dramalhão mesmo). Muitos compararam a <em>2 filhos de Francisco</em> e, de fato, o filme de Zezé &amp; Luciano parece ter sido tomado como molde: a trama simplifica a biografia do presidente fechando o foco na relação entre Lula e a mãe, interpretada por Glória Pires. Mas acredito que, se Breno Silveira dirigiu aquele filme com visível comprometimento (é, apesar de tudo, um esforço que soa sincero), Fábio Barreto recorta e cola trechos da trajetória de Lula como quem soma peças de uma máquina numa linha de montagem. Não é tão emocionante quanto assistir a cenas de arquivo da posse (que, aliás, são usadas no filme).</p>
<p>Pior: a jornada toda é narrada de forma unidimensional e, por isso, enfadonha. A família Barreto faz uma ode tão escancarada a Lula (que representa todas as qualidades mais nobres do povo brasileiro: teimosia, determinação, capacidade de superação, etc) que, ainda que não tenha sido preparado como propaganda eleitoral, este filmezinho oficioso pode muito bem ser usado como tal.</p>
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		<title>Código de conduta</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 20:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Código de conduta]]></category>
		<category><![CDATA[F. Gary Gray]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos mortais]]></category>
		<category><![CDATA[Law abiding citizen]]></category>
		<category><![CDATA[O vingador do futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Law Abiding Citizen &#124; F. Gary Gray &#124; 5
O triste é que poderia ter sido um thriller interessante: até uma certa altura da trama (e sem trocadilhos), o cineasta coloca os dois personagens principais numa zona acinzentada, oscilando entre os papeis de mocinho e vilão. Mas, para facilitar nosso trabalho, logo descarta as ambiguidades e, para justificar o jogo de gato-e-rato, apela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3287&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-3288" title="SPL131008_004" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/11/law.jpg?w=454&#038;h=142" alt="SPL131008_004" width="454" height="142" /></strong></p>
<p><strong>Law Abiding Citizen</strong> | F. Gary Gray | 5</p>
<p>O triste é que poderia ter sido um thriller interessante: até uma certa altura da trama (e sem trocadilhos), o cineasta coloca os dois personagens principais numa zona acinzentada, oscilando entre os papeis de mocinho e vilão. Mas, para facilitar nosso trabalho, logo descarta as ambiguidades e, para justificar o jogo de gato-e-rato, apela para a grosseria banal: o plano mirabolante do vilão, de tão violento e absurdo, acaba lembrando as mutretas de <em>Jogos mortais</em>. E medo: o roteirista, Kurt Wimmer, assina o remake de <em>O vingador do futuro</em>, que vem aí.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/superoito.wordpress.com/3287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/superoito.wordpress.com/3287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/superoito.wordpress.com/3287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/superoito.wordpress.com/3287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/superoito.wordpress.com/3287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/superoito.wordpress.com/3287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/superoito.wordpress.com/3287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/superoito.wordpress.com/3287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/superoito.wordpress.com/3287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/superoito.wordpress.com/3287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3287&subd=superoito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Substitutos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 20:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Willis]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção-científica]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
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Surrogates &#124; Jonathan Mostow &#124; 7
Um filmezinho diabólico que eu colocaria na minha pequena lista de fitas de ficção-científica que tiraram meu sono em 2009 (junto com Presságio, por enquanto). O roteiro é inspirado numa graphic novel, mas poderia ter brotado de um livro do Isaac Asimov ou do Aldous Huxley. Num futuro até plausível, as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3279&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><strong>Surrogates</strong> | Jonathan Mostow | 7</p>
<p>Um filmezinho diabólico que eu colocaria na minha pequena lista de fitas de ficção-científica que tiraram meu sono em 2009 (junto com <em>Presságio</em>, por enquanto). O roteiro é inspirado numa graphic novel, mas poderia ter brotado de um livro do Isaac Asimov ou do Aldous Huxley. Num futuro até plausível, as pessoas ficam ilhadas dentro de casa, onde comandam (via parafernália tecnológica) versões robóticas de si mesmos. Como consequência, os índices de criminalidade despencam e o sedentarismo dispara (e o clima de bem-estar, vejam isto!, é inebriante). E se a Terra se transformasse num seriado teen norte-americano, habitado pelo elenco de <em>Barrados no baile</em> e por seres plastificados à superprodução de Michael Bay? Eis o elenco deste engraçadíssimo filme de horror que segue as regras triviais do gênero e, ainda assim, permite todo tipo de debate pessimista sobre a vida que levamos. Eu interpretei como uma hipérbole para o mundo pós-internet &#8211; e, fraco que sou para esse tipo de fantasia, me assustei com a ideia.</p>
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		<title>Vigaristas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 19:42:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A ponta de um crime]]></category>
		<category><![CDATA[Pílula]]></category>
		<category><![CDATA[Rian Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[The Brothers Bloom]]></category>
		<category><![CDATA[Vigaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>

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The Brothers Bloom &#124; Rian Johnson &#124; 6
Era mais ou menos o que eu esperava do diretor de A ponta de um crime. Uma comédia todinha artificial &#8211; da encenação extravagante às peripécias do roteiro, não há lugar algum para realismo -, mas que provoca o efeito de um longo espetáculo de fogos de artifício. Adorável em alguns momentos (trecho de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3275&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-full wp-image-3284" title="bloom" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/11/bloom1.jpg?w=454&#038;h=142" alt="bloom" width="454" height="142" /></p>
<p><strong>The Brothers Bloom</strong> | Rian Johnson | 6</p>
<p>Era mais ou menos o que eu esperava do diretor de <em>A ponta de um crime</em>. Uma comédia todinha artificial &#8211; da encenação extravagante às peripécias do roteiro, não há lugar algum para realismo -, mas que provoca o efeito de um longo espetáculo de fogos de artifício. Adorável em alguns momentos (trecho de diálogo favorito: &#8221;Você é a única plateia de que preciso&#8221;, diz o trapaceiro megalomaníaco ao irmão), mas efêmero. E as comparações com Wes Anderson me parecem equivocadas. Pendengas familiares à parte, Johnson tem vigor, mas por enquanto só fez modestos shows de mágica.</p>
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		<item>
		<title>Diário de SP &#124; Superoito no Planeta Terra</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 01:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Com lamentável atraso, aí vão meus comentários (incrivelmente curtos) sobre os shows do festival Planeta Terra, que rolou sábado passado no Playcenter, em São Paulo. Os shows não me tiraram do chão, mas admito que fechei os olhos no looping da montanha-russa.
Móveis Colonais de Acaju &#124; 7 &#124; Como sempre, incansáveis (e o André está cantando cada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3268&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Com lamentável atraso, aí vão meus comentários (incrivelmente curtos) sobre os shows do festival Planeta Terra, que rolou sábado passado no Playcenter, em São Paulo. Os shows não me tiraram do chão, mas admito que fechei os olhos no looping da montanha-russa.</p>
<div id="attachment_3270" class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><img class="size-full wp-image-3270" title="etienne" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/11/etienne1.jpg?w=454&#038;h=283" alt="etienne" width="454" height="283" /><p class="wp-caption-text">Surpresa: Etienne de Crecy fez meu show favorito do Planeta Terra</p></div>
<p><span style="color:#800000;"><strong>Móveis Colonais de Acaju </strong></span>| 7 | Como sempre, incansáveis (e o André está cantando cada vez melhor). A abertura do show foi, como diria Herbert Vianna, acima das palavras. Um pouco menos criativos no palco, no entanto.    </p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Maxïmo Park</span></strong> | 4 | Não tão vergonhoso quanto The Rakes, mas quase lá. No palco, o pior acontece: tudo o que a banda fez de decente está concentrado no disco de estreia. Infelizmente, eles parecem curtir muito os outros dois discos. Serviria como show de abertura do Franz Ferdinand (ok, talvez nem isso).</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">EX!</span> </strong>| 4.5 | Vi um pedacinho de nada, mas me pareceu uma paródia de todas as bandas moderninhas de Nova York (com uma vocalista que me deixou com saudades do La Roux). Era?</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Primal Scream</span></strong> | 5 | As lembranças do show ruidoso, violentíssimo que eles fizeram no Tim Festival há alguns anos pesaram contra este (morno) retorno. E, para piorar, soou desconjuntado: começou como uma colagem das referências punk da banda, terminou com hits fáceis e sensação de psicodelia requentada. Pouco.</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Sonic Youth</span></strong> | 7 | O primeiro show do Sonic Youth a gente nunca esquece (e o Metronomy que espere). Tudo bem: não há como descrever a força estranha que move Kim Gordon no palco (num determinado momento, acho até que ela virou Monga, a indie selvagem). Também tenho que admitir que é intelectualmente muito excitante assistir a uma banda que vive no presente e não dá bola para os próprios hits. Mas é um show que deve ter deslumbrado especialmente os fãs do disco mais recente deles. Sei que seria pedir muito, mas eu preferiria ter curtido o repertório de <em>Murray Street</em> ou de <em>Washing machine</em>.</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">The Ting Tings</span></strong> e <strong><span style="color:#800000;">Iggy and the Stooges</span></strong> | Vi um pouco dos dois shows (a organização do festival, sádica, marcou as duas atrações para o mesmo horário), nem dá para avaliar direito. Ting Tings rendeu mais do que eu esperava: eles conseguem segurar o público por quase 60 minutos com apenas três hits e clima de programa de auditório (eu daria um 7, vai). Do Iggy vi só três músicas e me arrependi de não ter ficado mais tempo no palco principal.</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">N.A.S.A. </span></strong>| 4 | Picaretagem muito da vagabunda.  </p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Etienne de Crecy</span></strong> | 8 | Surpresa: quem procurava espetáculo visual encontrou um parque de diversão inteiro no show hipnótico do DJ francês. Dançando no cubo mágico. Fantástico.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/superoito.wordpress.com/3268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/superoito.wordpress.com/3268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/superoito.wordpress.com/3268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/superoito.wordpress.com/3268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/superoito.wordpress.com/3268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/superoito.wordpress.com/3268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/superoito.wordpress.com/3268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/superoito.wordpress.com/3268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/superoito.wordpress.com/3268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/superoito.wordpress.com/3268/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3268&subd=superoito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Tiago Superoito</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Diário de SP &#124; Superoito na Mostra</title>
		<link>http://superoito.wordpress.com/2009/10/19/ferias-superoito-em-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 21:11:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Moreira]]></category>
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		<description><![CDATA[Diário da viagem de Tiago Superoito a São Paulo. Em cerca de 20 dias, ele pretende acompanhar a Mostra de SP e, entre uma sessão e outra, ouvir alguns discos. 
Os filmes vão em azul. Os discos e shows em vermelho.
5/11
Os famosos e os duendes da morte &#124; Esmir Filho &#124; 6 &#124; Sei que estou em minoria, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=superoito.wordpress.com&blog=2042073&post=3207&subd=superoito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Diário da viagem de Tiago Superoito a São Paulo. Em cerca de 20 dias, ele pretende acompanhar a Mostra de SP e, entre uma sessão e outra, ouvir alguns discos. </em></p>
<p>Os filmes vão em <span style="color:#000080;">azul</span>. Os discos e shows em <span style="color:#800000;">vermelho</span>.</p>
<div id="attachment_3236" class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><img class="size-full wp-image-3236 " title="police" src="http://superoito.files.wordpress.com/2009/10/police.jpg?w=454&#038;h=283" alt="police" width="454" height="283" /><p class="wp-caption-text">&#39;Polícia, adjetivo&#39;, meu favorito da Mostra de SP</p></div>
<p><strong>5/11</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Os famosos e os duendes da morte</span> </strong>| Esmir Filho | 6 | Sei que estou em minoria, mas gostei da estreia de Esmir Filho. A ambição de fazer uma espécie de <em>Paranoid Park</em> para fãs de Mallu Magalhães quase nunca se resolve maravilhosamente bem, mas o diretor banca o risco de retratar (com naturalidade e lirismo) uma geração maltratada e/ou desdenhada pelo cinema brasileiro.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Ninguém sabe dos gatos persas</span></strong> | Bahman Ghobadi | 7 | Apesar de não ter me convencido tanto assim nas tentativas de ficção, trata-se de um ótimo, vibrante doc sobre a música underground de Teerã (acredite: no Irã, bandas de indie rock são caso de polícia) .</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">A ilha de Bergman</span></strong> | Marie Nyreröd | 6 | Documentário televisivo (com jeitão de Biography Channel), mas Bergman é Bergman.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Brilho de uma paixão</span></strong> | Bright star | Jane Campion | 5.5 | Este conto romântico talvez seja  o filme mais solene de Campion. Muito bem realizado (e com um elenco excelente), mas engessado por um formato de filme de época preciosista que não me impressiona (ou comove) em nada.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Lebanon</span></strong> | Samuel Moaz | 7 | Um action movie de guerra que me lembrou em alguns momentos <em>The hurt locker</em> (talvez por retratar experiências muito específicas num combate). Mas não dá para esperar complexidade deste aqui: Moaz não apenas confina os personagens dentro de uma máquina como parece simular, na narrativa, o movimento agressivo, violento de um tanque de guerra. Sem sutilezas, portanto, mas muito preciso naquilo que quer mostrar.</p>
<p>Meu <strong>top 5</strong> da Mostra:</p>
<address>1. Polícia, adjetivo</address>
<address>2. Vício frenético</address>
<address>3. A família Wolberg</address>
<address>4. Ervas daninhas</address>
<address>5. 35 doses de rum                  </address>
<p><strong>4/11</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Samson &amp; Delilah</span> </strong>| Warwick Thornton | 5 | Os aborígines também amam (e se estrepam). Eu não me surpreenderia se recebesse uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro. Miserê soft.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Maradona</span></strong> | Emir Kusturica | 5 | Um filme sobre o personagem Maradona, que Diego interpreta razoavelmente bem. Kusturica, de quatro, não consegue mais que se deslumbrar com ele. Daria um curta. A Igreja Maradoniana, no entanto, é um achado.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Todos os outros</span></strong> | Alle anderen | Maren Ade | 7 | Todo filme sobre as oscilações de um caso amoroso tem que soar pelo menos um pouco enervante, e este não é diferente. Sentimentos contraditórios, rompantes de ódio, momentos de felicidade e êxtase&#8230; As atores levam a ideia a ferro e fogo e resultado é um drama intenso, que exige cumplicidade do público. Demorei a digerir.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Shirin</span></strong> | Abbas Kiarostami | qualquer nota | Mentira, é 6. Uma experiência inclassificável, mas fiquei com a impressão de ter visto um filme tão enigmático quanto matemático (e por isso frio). O conceito é ótimo: Kiarostami filma rostos de atrizes enquanto elas assistem a um filme inspirado numa fábula persa. Essa ideia, por si só, rende inúmeras discussões sobre cinema, representação, o papel do espectador&#8230; Todas elas, aposto, mais envolventes que o filme em si.        </p>
<p><strong>3/11</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">O amor segundo B. Schianberg</span> </strong>| Beto Brant | 4.5 | Um filme coerente com o projeto que Brant desenvolve desde <em>Crime delicado</em>: a narrativa se abre ao acaso, às experiências de vida dos atores, a referências de outras obras (a peça <em>Navalha na carne</em> e o filme <em>A concepção</em>) e à sensação de improviso. Mas, ao contrário dos longas anteriores dele, esse aposta tudo numa estrutura muito frágil, que dependeria de atores extraordinários (e, mais que isso, interessantes) para se justificar. Não é o caso. </p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Soul kitchen</span></strong> | Fatih Akin | 7 | Esta comédia não tem nada de nouvelle cousine, e melhor assim: um Akin bem-humorado vale por dezenas de diretores europeus socialmente engajados. Personagens muito vivos, gags de primeira e um herói adorável: taí a receita de um crowd-pleaser improvável. </p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Making plans for Lena</span></strong> | Non ma Fille, tu n&#8217;iras pas Danser | Christophe Honoré | 5.5 | Nada é estável (ou verdadeiramente confortável) na família de Honoré. O francês tem bom olho para a crise doméstica, mas este drama choroso está mais para Lelouch que para Truffaut. Ajudaria se Lena não fosse uma chata de galochas - e aí não há Antony and the Johnsons que nos convença das fragilidades da protagonista.           </p>
<p><strong>2/11</strong></p>
<p>Ontem este blog completou dois anos de vida (curiosamente, num dia de Finados). Parabéns pra ele.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Viajo porque preciso, volto porque te amo</span></strong> | Marcelo Gomes e Karim Aïnouz | 6 | O documentário atropela a ficção, mas também patina em lugares-comuns (a trilha sonora brega, as cenas com prostitutas). Ainda assim, um diário de viagem com trechos muito bonitos.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">London River</span></strong> | Rachid Bouchareb | 5 | De novo, o blablabla sobre intolerância, diferenças culturais e solidariedade numa Europa pós-11 de setembro. Brenda Blethyn imitando um jumento é um dos momentos-vergonha-alheia da Mostra.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Alga doce</span></strong> | Tatarak | Andrzej Wajda | 7 | Um drama clássico dentro de um filme moderno. Wajda deixa que a realidade rasgue a ficção de uma forma tão violenta que a tristeza das últimas cenas fica quase insuportável.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">I love you Phillip Morris</span></strong> | Glenn Ficarra e John Requa | 5 | Tá na cara: os diretores se impressionaram tanto com a história real do trapaceiro gay que esqueceram de fazer cinema. Tosco, ainda que mais sacana que a média (em 2009 já é permitido fazer piada com AIDS?).       </p>
<p><strong>1/11</strong></p>
<p>off-Mostra</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">500 dias com ela</span></strong> | 500 days of summer | Marc Webb | 5.5 | Tem momentos simpáticos (e é bacana notar que a &#8220;moral da história&#8221; tem mais a ver com os poderes da autoestima que com a ladainha do amor eterno), mas a love story indie soa como decalque ralo de Nick Hornby.</p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>This is it</strong> </span>| Kenny Ortega | 5 | Celebração além-túmulo &#8211; um tanto mórbida, portanto. Mas, além de valer como registro, o trabalho de edição é primoroso: Ortega <em>quase</em> me fez acreditar que, pouquíssimo tempo antes de morrer, Michael Jackson se portava como um touro no palco. Poderes do cinema.</p>
<p><strong>31/10</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Dente canino</span></strong> | Kynodontas/Dogtooth | Yorgos Lanthimos | 4.5 | A ideia é interessante, mas o modo impassível como Lanthimos trata os personagens (são cobaias de uma encenação) vai fazer você repensar <em>Anticristo</em>.</p>
<p><strong>30/10</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">O filho do caçador de águias</span></strong> | The eagle hunter&#8217;s son | René Bo Hansen | 4.5 | Exotismo pueril. Poderia estar na grade do Discovery Kids.</p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="color:#800000;">&gt;&gt;</span><strong> A família Wolberg</strong></span> | La famille Wolberg | Axelle Ropert | 8 | Provoca as emoções de um velho disco arranhado de soul music. Melancolia aveludada. Um dos melhores da Mostra (e, assim que chegam os créditos finais, já dá vontade de rever).</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Quase Elvis</span></strong> | Almost Elvis/Karaokekungen | Petra Revenue | 4 | Humor desafinado, premissa bocó.</p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>O fantástico Sr. Raposo</strong> </span>| Fantastic Mr. Fox | Wes Anderson | 7 | Anderson pode até não ter encontrado uma forma de se livrar da camisa de força criativa onde está metido (o longa anterior dele já soava redundante), mas é um dos filmes mais fluentes que já dirigiu. Uma animação para crianças de muito bom gosto, digamos assim. E qualquer filme que abre com <em>Heroes and villains</em> merece minha consideração.  </p>
<p><strong>29/10</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Seguindo em frente</span></strong> | Still walking | Hirokazu Kore-eda | 6 | Com meia hora a menos e sem algumas das frases-de-biscoito-chinês (tipo &#8220;os amigos que morrem nunca nos abandonam verdadeiramente&#8221;), acho até que o Kore-eda conseguiria ter feito mais que uma delicada crônica familiar. <em>35 doses de rum</em> é uma homenagem menos óbvia a Ozu.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">O solista</span></strong> | The soloist | Joe Wright | 5.5 | Wright tenta dar alguma dignidade ao bromance piegas. Jamie Foxx interpreta um carro alegórico (e muito provavelmente será recompensado pela proeza com uma indicação ao Oscar).</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Insolação</span></strong> | Felipe Hirsch e Daniela Thomas | 5 | Hirsch é um dos poucos que me tiram de casa para ir ao teatro, daí o tamanho da decepção. Um cinepoema desapaixonado sobre o amor. Era essa a intenção? Mas ok: sem a tentativa de ficção (que pelamordedeus&#8230;), daria um documentário até bem razoável sobre a arquitetura de Brasília. O próximo filme dele será melhor que este.   </p>
<p><strong>28/10</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Como ser Mr. Kotschie</span> </strong>| Mensch Kotschie | Norbert Baumgarten | 5 | O cidadão-alemão-modelo, certinho, polido e bem casado, chega aos 50 anos de idade e esbarra numa crise existencial que&#8230; certeza de que não tem o dedo do Alexander Payne nisso aí? Alan Ball?</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Singularidades de uma rapariga loura</span></strong> | Manoel de Oliveira | 7 | Um país solto no tempo, a cegueira do amor, uma bela homenagem a Eça de Queiroz. O começo é perfeito, só que&#8230; Raramente reclamo disso, mas taí um filme que me incomodou por ser curto <em>demais</em>.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">O que resta do tempo</span></strong> | The time that remains | Elia Suleiman | 7.5 | Num tom ainda mais particular que o de <em>Intervenção divina</em> (sem a mesma verve, mas com gags tão ácidas e bizarras quanto), Suleiman olha com perplexidade para a própria história. Encontra uma vida cercada de horror por todos os lados.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Vencer</span></strong> | Vincere | Marco Bellocchio | 6.5 | Um melodrama febril, mas quase soterrado pelo próprio peso (eu não recomendaria uma sessão dupla com <em>A fita branca</em>).     </p>
<p><strong>26/10</strong> e <strong>27/10</strong></p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="color:#800000;">&gt;&gt;</span><strong> 35 doses de rum</strong> </span>| 35 rhums | Claire Denis | 8 | Sensibilidade incomum (e uma trilha sonora de arrepiar).</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">À procura de Elly</span></strong> | Darbareye Elly | Asghar Farhadi | 5.5 | Melhora um pouco quando um personagem-surpresa entra em cena, mas este thriller iraniano (com um subtexto político, como de praxe) não escapa muito do trivial.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Abraços partidos</span></strong> | Los abrazos rotos | Pedro Almodóvar | 7 | Quase uma sequência de <em>A má educação</em>: acerto de contas com o cinema. Há cenas extraordinárias (como aquela em que o cineasta cego tenta sentir as imagens tocando o monitor da televisão) e momentos em que o diretor parece ter ativado o piloto automático (toda a sequência final, do filme-dentro-do-filme). Ainda assim, Almodóvar vai do melodrama à esculhambação com aquela naturalidade que conhecemos bem. </p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Tyson </span></strong>| James Toback | 6 | Autorretrato franco (mas dirigido sem a menor inspiração).</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Tokyo!</span></strong> | Michel Gondry, Leos Carax e Bong Joon-ho | 5, 7, 6.5 | Carax destoa do tom preciosista, à <em>Amélie Poulain</em>, dos episódios de Gondry e Joon-ho. De qualquer forma, eu não me incomodaria se o filme do Joon-ho tivesse 135 minutos de duração.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Independencia</span></strong> | Raya Martin | 7 | Vida e morte numa floresta impressionista.</p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="color:#800000;">&gt;&gt;</span><strong> Vício frenético</strong></span> | Bad lieutenant: port of call New Orleans | Werner Herzog | 8 | Harvey Keitel ainda reina, mas Nicolas Cage sua a camisa (e está tão bem quanto em <em>Despedida em Las Vegas</em> e <em>A outra face</em>). Mas as comparações com o filme de Abel Ferrara são inadequadas: Herzog desloca a trama para New Orleans, lima as crises religiosas, reforça o humor negro (o que são aquelas iguanas psicodélicas?) e vê a América contemporânea pela lente do absurdo. Um outro tempo, um outro filme &#8211; e tão poderoso quanto o original.  </p>
<p><strong>24/10</strong> e <strong>25/10</strong></p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>Distante nós vamos</strong> </span>| Away we go | Sam Mendes | 5 | Mendes tenta se livrar da pompa, mas tudo o que consegue é um road movie fofo e fake. A trilha sonora, que dilui Nick Drake de 1001 maneiras, soa apropriada.</p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="color:#800000;">&gt;&gt;</span><strong> Polícia, adjetivo</strong></span> | Politist, adjectiv | Corneliu Porumboiu | 8 | Porumboiu sai à procura das palavras e imagens exatas. O melhor romeno que vi.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Mother </span></strong>| Madeo | Bong Joon-ho | 7 | Outro que sabota elegantemente as regras do &#8220;filme policial&#8221;. Joon-ho é um talento e a cena final, belíssima. Uma ressalva, no entanto: sei que isto não vai incomodar quase ninguém, mas a estrategia que ele encontra para resolver o mistério central da trama me pareceu uma solução fácil demais.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Sedução</span></strong> | An education | Lone Scherfig | 4.5 | Cumpre rigorosamente as exigências do Oscar: ameno, inofensivo, agradável e, por fim, vazio.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Aconteceu em Woodstock</span></strong> | Taking Woodstock | Ang Lee | 5.5 | O tom sugere uma crônica, mas a aparência é de charge em tom pastel. Raso em absolutamente tudo (e não melhora o livro, que é uma bobagem). </p>
<p><strong>23/10</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Ricky</span></strong> | François Ozon | 7.5 | Fantasia (na real).</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">A mulher do anarquista</span></strong> | Marie Noëlle e Peter Sehr | 3.5 | Uma minissérie escrita por Maria Adelaide Amaral. E dirigida por Jayme Monjardim.</p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="color:#800000;">&gt;&gt;</span><strong> Ervas daninhas</strong> </span>| Alain Resnais | 8 | É uma heresia escrever apressadamente sobre este filme, mas adianto que o novo Resnais revê o tom afetuoso e elegante de longas como <em>Medos privados em lugares públicos</em> e <em>Amores parisienses</em>, mas, simultanemente, quebra nossas expectativas com uma narrativa livre, enigmática e bem-humorada, que me lembrou alguns filmes dirigidos por ele nos anos 80 (<em>A vida é um romance</em>, <em>Amor à morte</em>). Talvez não seja um grande Resnais (pode ser uma obra de transição, e espero que seja), mas é o filme mais aventureiro dele desde <em>Quero ir pra casa</em>. </p>
<p><strong><span style="color:#000080;">A fita branca</span></strong> | Michael Haneke | 6 | Rigoroso e pedante (como esperávamos de Haneke), mas me parece um retrocesso em relação a <em>Caché</em>. O típico &#8220;filme de arte&#8221; que enche os olhos de jurados de festivais. É um deleite visual, e um drama mais bergmaniano que qualquer Bergman (imagine aí o sueco filmando o roteiro de <em>Dogville</em>). Mas a parábola sobre o nascimento do nazismo soa frágil (já que toda sustentada em relações de causa-efeito e didatismo sociológico) e Haneke insiste em carregar cada cena com um peso de auto-importância que entendo como excessivo. Não é muito a minha praia, mas vai ter gente defendendo com entusiasmo. </p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Sede de sangue</span></strong> | Park Chan-wook | 6.5 | No humor ou no horror, não tem estribeiras &#8211; o que, para um filme de vampiros, vejo como uma qualidade. Mas não sabe quando ou como acabar.  </p>
<p><strong>22/10</strong></p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><strong>21/10</strong></p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>Novidades no amor</strong> </span>| The rebound | Bart Freundlich | 4.5 | Nenhuma novidade (mas taí: nunca vi tanta criança vomitando dentro de uma comédia romântica).</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Unmap </span></strong>| Volcano Choir | 6.5 | Soa menos como um novo projeto de Bon Iver e mais como uma participação dele num álbum do Collection of Colonies of Bees. Dito isso, o &#8220;convidado especial&#8221; faz com que prestemos atenção à arte sutil de uma boa banda de pós-rock, do tipo raro que cria atmosferas à serviço de melodias.   </p>
<p><strong>20/10</strong></p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>À procura de Eric</strong> </span>| Looking for Eric | Ken Loach | 6.5 | Um Loach mais fluente que o de <em>Ventos da liberdade</em> (e menos efêmero que o de <em>Apenas um beijo</em>). Pode ser visto como uma comédia leve, um feelgood movie (e, com uma boa campanha, poderia entrar facilmente na lista dos indicados ao Oscar), mas também como um conto urbano muito coerente com antigas preocupações do cineasta, ainda um working class hero. Faz algumas jogadas ensaiadas (o roteiro de Paul Laverty é golpe baixo), mas não perde a doçura. A interpretação de Steve Evets, o carteiro que &#8221;conversa&#8221; com o ídolo de futebol, é das melhores do ano.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Quanto dura o amor?</span></strong> | Roberto Moreira | 4 | O filme felizmente dura 83 minutos (na maior parte da sessão, não consegui tirar da cabeça aquela canção do Blur que vai mais ou menos assim: <em>They&#8217;re stereotypes</em>/<em>There must be more to life</em>). </p>
<p><strong><span style="color:#000080;">O caçador</span></strong> | Chaser/Chugyeogja | Na Hong-jin | 6 | A trama é literatura pulp tratada a ferro e fogo (talvez isso explique as comparações, nem sempre justas, com Park Chan-wook e Bong Joon-ho). Mas o cineasta não tem pulso, pilota no automático &#8211; daí a flacidez da narrativa.</p>
<p><strong>19/10</strong></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Anticristo</span></strong> | Lars von Trier | 7 | O pesadelo de Trier talvez seja mesmo controlado demais (qualquer delírio de David Lynch soa mais caloroso), mas não consigo desprezar um filme tão obcecado por imagens de culpa, dor e luto. Tenho que ser franco: tirando um ou outro momento mais desajeitado (o diretor trata o gênero horror com tanto estranhamento que o efeito fica até interessante), Trier conseguiu me perturbar com este pesseio na floresta. Um detalhe curioso: quase todas as resenhas que li reclamam do prólogo (slow-motion em p&amp;b aparentemente virou crime), por isso só posso supor que quase ninguém tenha visto <em>O espelho</em>, do Tarkóvski. Vejam. É um dos meus favoritos. E, ainda que não do modo mais óbvio, tem muito a ver com este <em>Anticristo</em>.  </p>
<p><span style="color:#800000;"><strong>Bonfires on the heath</strong> </span>| The Clientele | 7.5 | O Clientele é daquelas bandas que não fazem estardalhaço e que, por isso, sempre correm o risco de serem subestimadas. O novo disco deles é quase tão bom quanto <em>Strange geometry</em> (e quem conhece aquele álbum entendeu o peso do meu elogio) e prova que o grupo não vai descansar enquanto não encontrar a canção irretocável, uma criação capaz de cristalizar toda a tradição do pop barroco britânico (repare nos sopros à mariachi, discretos e precisos). A jornada do Clientele é às vezes enervante (e a polidez ainda incomoda), mas quase sempre rende melodias elegantes &#8211; e, nos melhores momentos, também emocionantes, como a faixa-título e <em>I know I will see your face. </em></p>
<p><strong><span style="color:#800000;">New moon &#8211; Original motion picture soundtrack</span> </strong>| Vários | 6 | Daria um ótimo EP, com Thom Yorke (e <em>Hearing damage</em> não é lá extraordinária), Grizzly Bear (<em>Slow life</em>), Bon Iver &amp; St. Vincent (<em>Rosyln</em>) e Death Cab for Cutie (<em>Meet me on the Equinox</em>). Nada muito diferente de um dos CDs do <em>The O.C.</em> (os indies vão aos teens), mas poderia ter sido pior.</p>
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