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Posts de Janeiro, 2008

…E aí passo a notar que estou ficando velho. Edição de luxo para Odelay? Começo a entender o que meu padrasto sente toda vez que decidem comemorar algum aniversário de Dark side of the moon.
Dizem que definimos inclinações musicais até os 20 anos de idade. Ouvi este álbum pela primeira vez quando eu tinha uns [...]

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Onde os fracos não têm vez ****

O Oeste está tomado por traficantes de drogas e assassinos implacáveis. O velho xerife olha para esse nosso mundo caótico e não encontra solução. “Os crimes que vemos hoje são difíceis de compreender”, conclui.
Mais tarde, ele avisa: “A idade simplifica os homens”. O filme é prova de que sim, simplifica, mas às vezes para o [...]

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Durante o segundo semestre de 2007, perdi quase todos os meus amigos. Alguns deles, da forma natural como acontece com todo mundo – o distanciamento lento dos que viajam e se casam, o desinteresse gradual dos que entram em outra sintonia. Outros, de modo um pouco mais abrupto – naqueles instantes em que opções precisam ser [...]

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Across the universe *

Ganha um doce quem adivinhar que música toca quando o herói introspectivo dá um trago no cigarro de maconha e olha para um punhado de morangos. Hem? Hem?
E quando a menina chamada Prudence, meio deprê, se recusa a sair de um quartinho fechado? Ahn? Ahn?
E quando os meninos e meninas de Nova York decidem fazer [...]

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Juno ***

Na confusão de nichos e clichês musicais, um dia me perguntaram o que significa twee e eu não soube o que responder. Há quem use o termo como sinônimo para indie pop (se você digitar a palavra no Wikipedia, encontrará essa definição). No dicionário, aparece como adjetivo para o que é “excessivamente bonito, agradável”. Seria um estado [...]

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Numa nova tentativa de emplacar videoclipes neste blog desértico, aí vai o incrível passeio da Feist pelo terreno baldio onde testam os fogos de artifício do reveillon de Copacabana. O clipe de Patrick Daughters, todo em um take só, começa bem simples e termina como uma bagunça tão estranha, mas tão estranha, que chega a parecer [...]

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O gângster **

Aos fatos: em uma fase muito complicada da carreira (e isso é o mínimo que temos a dizer de um álbum magrelo como Kingdom come), Jay-Z assistiu ao filme O gângster e se identificou terrivelmente com a saga de Frank Lucas – o traficante negro que, nos anos 70, se transformou em poderoso chefão às [...]

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Nicolas Cage é um explorador de tesouros que descobre, com muito susto e indignação, que um tatatataravô é acusado de ter tramado o assassinato de Abraham Lincoln. Algumas sequências depois e ele estará em um museu de Inglaterra, em busca de uma pista escondida debaixo de uma mesa valiosa. Mais adiante e Cage invadirá a [...]

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E não é que…

Sabe o que é pior? Esse lobby do Conduta de risco pode transformar um candidato mediano no estraga-prazeres inofensivo que incomoda muita gente. Taí: não conheço ninguém que defenda apaixonadamente esse filme (no máximo, ouvi coisas como “o George Clooney tá bem”). Irmãos Coen? Paul Thomas Anderson? Sei não, hem.
A lista completa (e previsível) de indicados [...]

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Jukebox #03

Fui ali tomar um cafezinho e trouxe algumas impressões rápidas, cruéis e desencontradas sobre discos que já saíram ou estão para sair (e este espaço agora tem nome, vejam só). Antes de mandarmos nossos ídolos ao paredão, dois comentários breves sobre discos que já passaram por estes cantos: 1. Por mais que eu tente, não [...]

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Eu sou a lenda ***

O que faz o último homem do planeta? Joga golfe na asa de um avião de guerra, caça animais silvestres nas ruas vazias de Nova York, assiste aos vídeos de uma locadora abandonada, acena para manequins, decora os diálogos de Shrek, pratica exercícios matinais, arrisca o enésimo karaokê em cima de Three little birds, de [...]

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Paranoid park ***

Revi Paranoid park como quem retorna a uma canção que ouviu apenas uma vez. Como quem tenta, numa segunda audição, criar intimidade com a melodia, a harmonia o refrão. Azar o meu: não foi ontem à noite que consegui contato imediato com esta nova faixa de Gus Van Sant.
O pior é que sou daqueles sujeitos [...]

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P.S. Eu te amo **

Nunca vi tanta gente chorando ao mesmo tempo numa sala de cinema.
E a sala estava lotada e era quinta-feira e o ingresso não estava em promoção. Ou seja: temos um hit. Mas que hit absolutamente cruel! Ele consegue tocar praticamente todos os 68 pontos fracos do espectador que viveu uma história de amor e revirar [...]

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P2: sem saída **

Enquanto a executiva desesperada quebra as câmeras de vigilância do estacionamento, o guardinha obsessivo mata (literalmente) o tempo com uma performance delirante de um clássico de Elvis Presley.
Combinemos: qualquer filme com uma sequência dessas não será ruim.

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Há dois tipos de fãs do Pavement.
O número 1 torce muito que Stephen Malkmus deixe quieta essa tal carreira solo (que, acusa o fã inconformado, nunca decolou mesmo), que retorne ao rock melodioso e bem-humorado das antigas e, de preferência, chame os velhos chapas para um cafezinho em que eles todos, muito alegremente, decidirão pelo retorno do [...]

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